quinta-feira, agosto 06, 2020

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O sermão de Domingo passado, chamado "Para Jesus entrar o casamento tem de ser público", pode ser ouvido aqui (e no Spotify).

sexta-feira, julho 31, 2020

Pano Verde

Fazes granda filme mas é tudo pano verde (com direito a videoclip dos Punhais realizado pelo Ângelo Silva).

quinta-feira, julho 30, 2020

Os Punhais

Banda nova aos quase 43 anos, idade para ter juízo, para quê? Uma vez li esta frase algures, talvez num filme, talvez num livro: “this is who we are, this is what we do”. Parece uma redundância mas aceitar as redundâncias da minha risível existência exige algum tipo de humildade que mal não me faz. Por isso, por que não? Os Punhais são uma banda de subtileza zero (a música popular anda tão farisaica na sua auto-importância… céus!), são um encontro de quatro velhos amigos (eu, o Johnny, o Gonzaga e o Angie), com pressa e pica em fazer uma banda-sonora jeitosa para as nossas skatadas. Isso por enquanto chega-nos e espero que possa agradar a mais uns quantos. O split já está nas plataformas e amanhã há mais novidades—ouçam! Rolar ou morrer, minha gente!


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O sermão de Domingo passado, chamado "Estava no ir e agora?", pode ser ouvido aqui e no Spotify.

terça-feira, julho 28, 2020

Playlist


Depois da canção, a playlist. E com direito a foto do casal real e tudo! São 22 canções acerca de amor em tempos de guerra (porque também é isso que amar longe da nossa terra é). Tem pirosadas norte-americanas, fados portugueses e safadezas zucas. Metam shuffle e curtam (estará em actualização constante e aberta a sugestões). Sigam o link: https://open.spotify.com/playlist/0LGpJupByMQTo4ZZ5bghBO?si=0OQzoEdmTDWM8wiRuX5LEg


sexta-feira, julho 24, 2020

Casei com a Ana Rute há 18 anos e sou um cantor romântico

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O sermão de Domingo passado, chamado "Quando o karma castiga", pode ser ouvido aqui e no Spotify.

Estética Bandida

sexta-feira, julho 10, 2020

Vamos processar o Kanye!

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O sermão de Domingo passado, que pergunta "O Governo governa a tua fé?", pode ser ouvido aqui e no Spotify.

Fight the Power (sempre que se justifique)

terça-feira, junho 30, 2020

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O sermão de Domingo passado, chamado "O privilégio de ser uma peste", pode ser ouvido aqui e no Spotify.

sábado, junho 27, 2020

Amanhã

O sermão de amanhã chama-se “O privilégio de ser uma peste”, e nele encontramos o Apóstolo Paulo no capítulo 24 dos Actos dos Apóstolos entalado entre dois impérios. De um lado, o da venerável Jerusalém, do outro a vigorosa Roma. Quando se defende da acusação de ser uma peste, Paulo, explicando que não é contra Jerusalém nem Roma, não perde a oportunidade de falar de Cristo como aquele que confronta os nossos pecados para nos dar uma vida nova.


sexta-feira, junho 26, 2020

Nudez Pastoral Parcial

quinta-feira, junho 25, 2020

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O sermão de Domingo passado, chamado "O que confessa o teu confinamento?", pode ser ouvido aqui e no Spotify.

sábado, junho 20, 2020

Amanhã

No sermão de amanhã, que pergunta: “O que confessa o teu confinamento?”, abriremos o capítulo 23 dos Actos dos Apóstolos e veremos que quanto mais preso Paulo está, menos morto Jesus fica. O texto bíblico mostra que os nossos confinamentos irremediavelmente exprimem vida ou morte, vigor ou medo. Onde estamos nós então? Quando a nossa liberdade fica limitada, que história vivemos e contamos?


segunda-feira, junho 15, 2020

Um texto re-aparecido por uma praga que não desaparece

[Deixei este texto na gaveta há ano e tal, bem aconselhado que fui a não me meter em grandes debates quando, cansado, me preparava para entrar na licença sabática. A verdade é que creio que volta a ser pertinente quando tantos evangélicos se afoitam em falar em nome de “A Igreja em Portugal” em iniciativas que incluem católicos romanos. Siga.]

Creio que uma das boas tradições que os cristãos evangélicos têm perdido (se é que em Portugal alguma vez a tiveram) é a da discussão pública fraterna. Assim para tentar despachar um assunto que tem as suas complexidades, diria que nós, mediterrânicos, sendo incorrigivelmente matriarcais (leiam o Miguel de Unamuno), sobrevalorizamos o valor da família a um ponto em que evitamos tudo o que pareça uma divisão entre pessoas que devem amar-se. Se a mamã fica triste quando os manos discutem, então talvez seja melhor os manos nunca discutirem. Acontece que a família não é só a mamã e, segundo as Escrituras, as qualidades paternas ainda servem para alguma coisa.

Mas não quero divagar. Os cristãos evangélicos em Portugal raramente debatem com integridade e muito mais facilmente resvalam para a intriga. Isto acontece mesmo entre aqueles que são pastores e é uma verdadeira tragédia. Mas o ponto onde quero chegar agora é outro: volta e meia é mesmo necessário vir publicamente explicar porque é que faço assim quando outros fazem assado. Não teria havido Reforma Protestante sem uma atitude parecida e, como continuo a acreditar nela, aguentem-me por um pouco.

Um ponto prévio é que não quero colocar em causa a boa intenção das pessoas das quais me vou demarcar, em relação ao assunto deste texto, e o qual ainda nem referi (ou melhor, já o referi no título). Mas, como o povo diz sabiamente, de boas intenções está o Inferno cheio. Atenção que não quero mandar para o Inferno as pessoas que têm uma perspectiva diferente da minha. Só quero relembrar que para nós, cristãos (e evangélicos em particular), deveria ser claro que não é por uma coisa ser bem intencionada que ela fica vacinada contra a asneira. Pelo contrário, os protestantes costumavam ser especialistas na arte da auto-suspeita, sobretudo aquela que se pratica com coisas que parecem bonitas. Afinal, o segundo mandamento recorda-nos que tão incorrecto quanto adorar outros deuses, é adorar o Deus certo da maneira errada - ou seja: as maiores astúcias do Diabo, que nos levam ao horror da idolatria, vêm precisamente do aparente bom instinto de querermos louvar o nosso Deus com tanta força que acabamos a dar prioridade à vontade do adorador sobre o cuidado de como deve ser feito o louvor ao adorado.

Tendo dito isto, quero honrar a persistência da convicção dos meus irmãos evangélicos que nos últimos anos têm promovido o chamado Encontro Cristão, que junta numa celebração católicos romanos e protestantes. Mais ainda: quero reconhecer aquilo que na perspectiva deles é um imperativo de unidade espiritual manifestado com uma generosidade assinalável, ao ponto de nele me quererem envolver, a mim e à minha comunidade. Estas pessoas têm nomes e rostos e alguns deles são meus amigos. Se não me tivessem qualquer tipo de amor, não insistiriam em convidar-me. Quero ser cada vez mais sensível ao amor que me têm porque eu ser amado antes de amar quem me ama é um padrão que foi iniciado na minha própria vida pelo próprio Deus. Neste caso, muitos destes irmãos amam-me e eu amo-os também. O intuito deste texto é, reconhecendo o amor, a amizade e fraternidade que nos une, expor simultaneamente as razões que creio serem de sobra para outra posição sobre este assunto ser mantida. Tomo o tema como importante e por isso exprimo-me agora em aberto, tentando encaixar-me na tal tradição evangélica que mencionava no primeiro parágrafo. Que a defesa da minha posição seja feita com o amor que é devido entre os irmãos. Por outro lado, quero permanecer aberto a ler a defesa deste Encontro de um modo que, sendo biblicamente sustentado, me mostre que estou errado - esse seria, por parte de quem discorda de mim, um gesto de grande fraternidade para comigo.

Número um: se considerasse que, no essencial, católicos romanos e evangélicos estão unidos, seria católico romano. Na Bíblia, o valor das coisas essenciais é demasiado sério para nos darmos ao luxo de não nos submetermos a elas. O Novo Testamento parte do princípio que é precisamente pelo facto de a Igreja se manter clara nas coisas essenciais (no evangelho de Jesus Cristo), que nos devemos submeter aos pastores dela. Portanto, e simplificando muito: não acham que, se chegássemos à conclusão de que no fundamental o catolicismo está certo, encarnando ele a Igreja tal como ela é revelada na Palavra, não deveríamos submeter-nos à autoridade dos seus pastores e, neste caso, à do Papa? Deixem-me endurecer um pouco mais o tom: se Roma não estiver seriamente equivocada, então por alma de quem é que eu seria um evangélico em Portugal, uma condição que me torna, no mínimo, pindérico diante do charme ancestral da Igreja Católica Apostólica? Acho incrível como é que há evangélicos que, por exemplo, pensando que no fundamental estão de acordo com católicos romanos, permanecem nas suas igrejas esteticamente pavorosas. Meus queridos: por muito que ame a minha casa de oração na Lapa, se pensasse que partilhava o essencial com a Igreja Católica Romana, já há muito me tinha mudado para a Basílica da Estrela.

Número dois: creio que aquilo que congrega as pessoas nestes encontros não é tanto a celebração da unidade na verdade, mas a celebração de quão subjectiva pode ser a unidade na verdade. Nesse sentido, o Encontro Cristão pode ser um encontro realmente pós-moderno. Irei mais longe sabendo que corro o risco de soar injusto. Provavelmente é mais atraente eu integrar um encontro com estas características por aquilo que sinto que ele faz por mim, prometendo-me uma reputação de abertura, tolerância e larga fraternidade, do que integrá-lo pensando seriamente nas consequências pessoais que deveria extrair da importância de estarmos unidos na verdade. Se a unidade é assim tão importante, por que razão é que no final vai cada um para seu lado, de volta para igrejas institucionalmente diferentes? E isto leva-me ao ponto seguinte.

Número três: para um evangélico a unidade é uma coisa diferente daquilo que é para um católico romano. Se não fosse, não permaneceria nenhuma separação desde o Século XVI. Os evangélicos concebem um tipo de unidade diferente, prioritariamente junto do texto bíblico e que, por isso, pode permitir corpos eclesiásticos distintos. Ou seja, para os protestantes o mesmo evangelho pode dar origem a igrejas formalmente diferentes, ao passo que para o catolicismo é essencial a Igreja ser institucionalmente una, ainda que com visões bem distintas acerca daquilo que o evangelho é. Isto deveria ser bê-á-bá para todos mas ainda não é. Não adianta promover um Encontro Cristão que celebra a unidade entre católicos romanos e protestantes se a unidade não for o mesmo para todos. O que me faz crer que a unidade promovida pressupõe aquele tipo de encontro que C.S. Lewis criticava, de quem se encontra nas margens das suas convicções - católicos pouco católicos e protestantes pouco protestantes naturalmente têm muito em comum.

Número quatro: aceitem com benevolência quando vos digo que provavelmente tenho mais experiência interconfessional do que a maioria dos pastores evangélicos que se junta no Encontro Cristão. Pode parecer arrogante mas a falsa modéstia também é um pecado. Em pouco mais de dez anos de ministério pastoral, já falei para católicos do Opus Dei, para jesuítas, para rádios e tevês católicas, para os Grupos de Jovens de Nossa Senhora, em inúmeras conferências e palestras, já promovi um encontro mensal entre católicos e protestantes (para outros fins - já lá vou), e, mais importante ainda, tenho amizades com católicos romanos que são uma bênção preciosa que Deus me tem dado. Se não faço por colocar em causa a fé destes meus amigos chegados, também não me cabe a mim pronunciar-me acerca dela além do que a Bíblia diz. Deus é que sabe aqueles que se salvam, não eu. Eu não sou Deus e felizmente o juízo final não depende de mim (se assim fosse, seria uma divindade tão miserável que nem a mim me conseguia salvar, quanto mais aos outros…). Mas não posso ignorar o que as Escrituras dizem porque as Escrituras são o que Deus diz. Nesse sentido, os erros do catolicismo são demasiado sérios para que, quando falo na fé de católicos romanos, dar uma de porreiro. São vidas eternas que estão em causa, não a minha reputação de pastor prá-frentex. Logo, e tendo esta experiência interconfessional, sei que uma coisa é interconfessionalidade, em que o propósito não é afirmar uma fé comum, e ecumenismo, em que é esse mesmo o propósito. O Encontro Cristão é claramente ecuménico no seu propósito. Eu frequentarei todos os encontros interconfessionais para os quais me convidarem e puder aceitar. Encontros ecuménicos, só em cadáver e contra a minha vontade.

Número cinco: católicos romanos e evangélicos precisam de estar juntos mas não é em encontros ecuménicos; é nas trincheiras. É na luta contra o aborto (onde, curiosamente, não encontro nas marchas organizadas boa parte destes evangélicos), é valendo os abatidos, é não arredando da influência cultural da nossa tradição comum judaico-cristã, é defendendo a família, entre outras guerras possíveis. Francis Schaeffer chamava a isto co-beligerância e eu digo três vezes amém. Durante um ano organizei na minha igreja uns almoços em que éramos perto de uma dúzia de preocupados com estas questões, maioriatariamente católicos. Até confesso que, como comíamos juntos, orávamos antes das refeições. A regra era os romanos saberem que tinham de emagrecer a sua prece de acordo com a sensibilidade reformada, e os reformados não serem desnecessariamente cismáticos. Foram grandes encontros, e até gostava de os reactivar. Quero pensar que até foram encontros de cristãos, mas essa não era a nossa preocupação porque todos os que estavam juntos eram suficientemente consequentes com a fé que tinham para não se consolarem com um mínimo denominador comum. Aliás, é revelador que sempre que a conversa se tornava mais teológica, os romanos tentavam convencer os reformados a “regressar a casa”, e os reformados tentavam convencer os romanos a “converterem-se”. É a minha convicção que um encontro entre católicos a sério e protestantes a sério é um encontro em que eles combatem, precisamente porque têm a verdade como mais importante do que o seu convívio.

Convívio no combate, é a maior fraternidade que consigo com católicos romanos. Ou, ecumenismo da porrada, como já escrevi há uns anos. Se tornarem o Encontro Cristão num fight club, contem comigo. Lembra-se de qual era a primeira regra?


quinta-feira, junho 04, 2020

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Quando a Igreja tem ideias opostas do que Deus quer", pode ser ouvido aqui (e no Spotify).

sábado, maio 30, 2020

Amanhã
















No sermão se amanhã, chamado “Quando a Igreja tem ideais opostas do que Deus quer”, planeio afirmar que o cristianismo não se faz de consensos constantes. O cristianismo também é o que vivemos quando não conseguimos concordar com outros cristãos. Em Actos 21, Paulo acreditava que o Espírito Santo o guiava para Jerusalém, quando outros acreditavam precisamente no oposto. No entanto, a atitude de Paulo, logo de seguida quando se dirige a Jerusalém, inspira-nos a uma atitude importante para quando cristãos não têm esta tal concórdia: manter-se sensível. Sermos sensíveis aos outros faz parte da solução para quando os cristãos não concordam.
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O sermão de Domingo passado, chamado "Quando ir à Igreja mata", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, maio 29, 2020

Casar em 2020?!



[English version down below! Amigos, eis a newsletter de Maio. Se ainda não recebe esta newsletter por mail e assim deseja, diga-o para tiagooliveiracavaco@gmail.com. Sou grato pelo feedback que têm dado. Um abraço!]

Uma das melhores coisas da minha vida é casar pessoas. Reduzido ao dia da cerimónia, o casamento é o mais próximo que as pessoas chegam de serem estrelas. Todas as atenções estão nos noivos e tudo é planeado para que eles estejam no seu melhor. Tendo em conta a indústria de casamentos, até o Zé da Esquina fica impressionante no dia em que diz sim. No Brasil, que nestas matérias vai à frente de Portugal, há noivas que vão tão abonecadas quando casam que fico com pena dos maridos no dia seguinte. Com todas as sofisticações visuais que adquiriu, talvez o casamento tenha ficado mais à rasca na imaginação popular. É preciso deshollywoodizá-lo, parece-me.

Uma das melhores coisas da minha vida é casar pessoas porque o filme em causa vai além de Hollywood. Um pastor que acompanhe um casal pisa com ele muito mais do que passadeiras vermelhas. Neste momento, a Igreja onde trabalho tem dois pares de noivos que tentam atravessar as impiedosas ondas da quarentena e finalmente aportar no matrimónio. Não está fácil. O C. e a J. ficaram subitamente sem o local para a cerimónia ao som de uma pergunta sinistramente reveladora: “casar em 2020?!”

Duvido que haja muita gente a querer ser conhecida por viver de acordo com as circunstâncias, mudando imediatamente ao sabor do que é mais fácil ou seguro. Mas, fatalmente, é isso que está numa pergunta assim, que associa o casamento a uma espécie de capricho. E, ironicamente, regressamos ao simplismo de termos o casamento como brincar ao cinema americano. Parece que ficámos todos tão amarrados a ecrãs que deixámos de conceber que seja possível existir além do que eles nos permitem.

Também por causa destas ruminações, apeteceu-me há umas semanas regravar uma canção dos Lacraus, “Filhos da Ressurreição”. Apesar de vir de uma época em que ainda tentava florear demais o que tinha para dizer, saiu-me básica. Como dá para ver, é uma canção para a Rute. É verdade que a pessoa pode acabar de ouvi-la e sacar a conclusão precipitada de que os Cavacos são uma bela família. Calma: o importante é que acreditamos, pelo menos, em ser uma família.

Quando a Bíblia nos diz que há tempo para tudo debaixo do sol, isso não quer dizer que o tempo certo é o tempo fácil. Nesse sentido mais restrito, nunca há tempo certo para coisa nenhuma porque as melhores tendem a brilhar a partir do contraste com as piores. Não vamos cair no sonsice de nos julgarmos grandes campeões só porque estamos casados. Mas, ao mesmo tempo, uma das melhores coisas da minha vida é casar pessoas e ter a certeza de que a fé, a esperança e o amor são os três frutos da estação para os filhos da ressurreição - it is never about playing it safe. Vida primeiro e morte depois, certo. E se também funcionar com morte primeiro e vida depois?

***

One of the best things in my life is celebrating weddings. If you reduce marriage to the wedding day, it becomes the closer simple people will get to be stars. All eyes are on bride and bridegroom and everything is planned so that they can be at their best. When we consider the marvels of the wedding industry, even John Doe looks impressive when he says yes. In Brazil, always ahead of Portugal in this kind of business, brides carry so much make-up that I pity the husbands in the morning after. Maybe marriage suffers more today from all the visual sophistication it reached. I think we have do de-Hollywoodize it.

One of the best things in my life is to celebrate weddings because the movie goes beyond Hollywood. When a couple has a pastor side by side they step together much more than red carpets. Right now, our church has some fiancées trying to navigate through the harsh winds of the quarantine, so that they can reach the matrimony port. It’s not easy. C. and J. suddenly lost their wedding place and they had to hear this revealing question: “marrying in 2020?!”

Probably no one wants to come out as living just under the circumstances, changing according to what looks easy and safe. But that’s what’s inside a question like “marrying in 2020?!”, that links marriage to a whim. And, ironically, we get back to the early simplification of mistaking marriage to pretending you’re living inside a movie. Maybe we spend so many time around screens that existence gets defined by them.

Thinking about all of this, I made a new recording of an old song from my band, Lacraus. That song is called “Sons of the Resurrection”. Although it comes from a season when I wrote unnecessarily flowery lyrics, this one came out simple and direct. It is a song for Rute. It’s true you can hear it and jump the conclusion that the Cavacos are a beautiful family. Keep calm: we just believe in being a family. That’s it.

When the Bible tells us that there is a time for every purpose under heaven, that does not mean that a right time is an easy one. Strictly speaking, there is no such thing as a right time because the right stuff always happens coming from a contrast with the wrong stuff. Let’s not pretend we’re champions just because we’re married. But, at the same time, one of the best things in my life is to celebrate weddings because I’m sure faith, hope and love are fruits of the season for the sons of the resurrection - it is never about playing it safe. Life first and, then, death; alright. But what about death first and, then, life?

sábado, maio 23, 2020

Amanhã

O sermão de amanhã chama-se “Quando Ir À Igreja Mata” e, com o texto bíblico aberto em Actos 20, planeio lembrar o episódio em que um sermão de Paulo contribuiu para um jovem cair do segundo andar e morrer. Falamos sobre assuntos de vida e de morte vindos do facto que fazer parte da Igreja, a comunidade de Jesus, é o prémio dos prémios. Isto significa que vamos juntar as duas coisas, ficando com a Igreja como uma causa pela qual vale a pena dar a vida.


sexta-feira, maio 22, 2020

O que agora se desenterrou

“Nada nos tinha preparado para isto”, escreveu a Time Out sobre este disco. Depois de um álbum lo-fi que abanou o país, o IV, a contagem sobe o algarismo e o artista encontra um ambiente musical menos familiar, nos estúdios da Valentim. O som está mais tratado do que nos álbuns anteriores, mas mantém o punk da FlorCaveira. Ganhou convidados com nomes conhecidos na praça, como o Joaquim Albergaria, o Rui Reininho, o João Só e o Héber dos HMB (na altura, pouco conhecido), ganhou refrões que ainda passam na rádio hoje e por um triz que não foi hino de apoio da selecção portuguesa no Mundial 2010 - talvez tenha sido o ingrediente que faltou para que a taça ficasse nas terras portuguesas e não nas terras vizinhas.

Um álbum incontornável, na história da FlorCaveira e da música portuguesa, que faz este ano 10 anos e que agora reeditamos nas plataformas digitais para rodar sem qualquer receio de subir muito o volume. Aqui: https://open.spotify.com/album/7GRnZacE6MZfbeFnLmyt8N?si=seDP3C8QTemMu7Y5fd8CPw


domingo, maio 17, 2020

Ouvir (e ver!)

O sermão (e todo o serviço de culto!) de Domingo passado pergunta “Travas nas Trevas?” e pode ser ouvido (e visto!) aqui.

sábado, maio 16, 2020

O sermão de amanhã

Pergunta “Travas nas Trevas?” A ideia é, com a Bíblia aberta em Actos 19, ver um contraste crescente entre o poder de Cristo e o poder do mal. Talvez estejamos hoje pouco preparados para reconhecer as trevas - parece-nos conversa de gente supersticiosa. Mas esse pouco à vontade com a existência do maligno é um dos truques perfeitos para ficarmos debaixo da sua influência. A solução, claro está, é mesmo Cristo.




















A pintura é de Eustache Le Sueur.

quarta-feira, maio 13, 2020

sexta-feira, maio 08, 2020

Os Ninivitas nasceram de uma frustração

Em 2003 eram tão poucas as pessoas que o Tiago Guillul e o Samuel Úria conseguiam arrastar para os seus concertos a solo que urdiram uma estratégia colectiva. Como já usavam os mesmos músicos, resumiram ao mesmo grupo as duas carreiras ignoradas - assim nasceram os Ninivitas. Apesar de manterem o espírito punk, os Ninivitas soavam filarmónicos, certamente à custa da presença surpreendente do oboé do Silas Ferreira, mas também por procurarem um folclore português skazado.  Há quem chame à “Sessão de Água de Madeiros dos Ninivitas” uma tentativa muito atrasada de aportuguesar o “Big Pink” dos The Band, naquele estilo estouvado de maquete feita em casa de madeira de Woodstock. Talvez. Há hinos a uma maior taxa de fertilidade, pronúncias dylanescas e persistência de harmonias vocais. É o disco rural de uma banda feita maioritariamente de putos dos subúrbios. Quinze anos depois, esta é o tesouro agora desenterrado pela FlorCaveira (nas plataformas digitais: https://open.spotify.com/album/2xNYttcJnyMUefdxPV3fiI?si=7MpHU7Z3RlqU0C9-b_llHg).




terça-feira, maio 05, 2020

Ouvir (e ver!)

O sermão (e todo o serviço de culto!) de Domingo passado, chamado “Alta Taxa de Altares”, pode ser ouvido (e visto!) aqui.

quinta-feira, abril 30, 2020

On The Go In The #StayHome Season (April Newsletter)
Estar No Ir na Época do #FiqueEmCasa (Newsletter de Abril)

[English version down below! Amigos, eis a newsletter de Abril. Se ainda não recebe esta newsletter por mail e assim deseja, diga-o para tiagooliveiracavaco@gmail.com . Sou grato pelo feedback que têm dado. Um abraço!]

Desta vez partilho convosco uma canção (na prática, um texto falando sobre uma canção). Fi-la há um ano e tal, inspirado numa canção do cantor brasileiro Belchior (como a letra mostra). Já não me lembro de como fui parar a ele e ao seu disco chamado “Alucinação”, mas sei que nas férias de 2018 eu, a Ana Rute, a Maria, a Marta, o Joaquim e o Caleb o ouvíamos bastante no carro durante os dias passados no Algarve. E sentia-me arrebitado sempre que chegava à parte de: “ano passado eu morri/ mas esse ano eu não morro”.

Aqui há umas semanas o site musical brasileiro “Scream & Yell” convidou músicos do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia, Grécia, EUA e Portugal para gravarem em casa alguma canção que pudesse servir de companhia neste período de quarentena. Gravei a minha terceira versão desta canção, “Juro que não morro”, do modo mais despojado que consegui (as duas primeiras versões são mais rock). Para isso, limitei-me à guitarra de cordas de nylon (porque os meses passados no Mississippi também serviram para compreender a excelência do Willie Nelson), ao baixo eléctrico à moda do folk dos anos 60 e 70, e ao harmónio que temos na sala (que precisa de uma limpeza nos foles mas ainda funciona nas notas graves e numas quantas agudas). Depois, o Nando Frias, líder do louvor da Igreja da Lapa e meu companheiro musical nos últimos anos, acrescentou o piano.

De certo modo, esta é uma canção acerca de como pessoas que já levam muito tempo de vida nos podem ajudar a compreender que, na realidade, a vida nunca acaba. Velhos de vida que nos mostram que a vida poder ser sempre jovem. E tudo isto sem negar que a juventude da vida não significa a ausência de trevas. Fuço nisto porque receio que grande parte dos elogios à vida relativizam as suas trevas. E isso só a torna mais desnecessariamente complicada.

O Belchior soa a alguém que andou à rasca e que agora está um pouco melhor. Nicodemos é alguém que no evangelho é mais mostrado a querer entender, do que propriamente a entender mesmo. Ou seja, a Bíblia dá mais detalhe à dificuldade que Nicodemos tem com a ideia de nascer de novo, que ouviu do Nosso Senhor Jesus (em João 3), do que à capacidade de se ter tornado num discípulo dele (que sugere em João 20:39). Mas acredito que, quer o Belchior quer Nicodemos, ainda que de modos diferentes, têm vozes que afirmam que o estardalhaço da morte não tem a palavra final.

Estes dias desafiam-nos porque, por um lado, lembram que a morte é a sério e está agora mesmo à nossa frente, por muito que no passado a previsibilidade com que cumpríamos as nossas expectativas disfarçasse a sua presença. Por outro lado, estes dias desafiam-nos porque se ficarmos apenas no passo anterior, acolhendo a chegada da morte, provavelmente desesperamos. Estes dias podem ajudar-nos a, usando uma expressão antiga, fazermo-nos homenzinhos, e, contraditoriamente, a ficarmos feitos crianças assustadas. Acredito que tem mesmo de ser Jesus a deslindar o dilema.

***

A Igreja da Lapa começou uma série de sermões no livro dos Actos dos Apóstolos no Janeiro passado sob o título de “Está no Ir”. Como Deus tem sentido de humor, é muito difícil estar no ir na época do #FiqueEmCasa. Ou talvez não. Talvez o que esteja em causa seja precisamente um teste a todas as coisas que cantamos com a garganta muito limpa. E agora, que temos pulmões à rasca, como é? Vivemos ou não dos refrões que amamos? Jesus era um especialista em colocar no tapete manifestos precoces: “Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mateus 8:19-20). Pedimos a Deus que preserve em nós esse desejo de estar mesmo no ir.

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Confesso que a época do #FiqueEmCasa tem visto eu e os nossos rapazes a andar bastante de skate na rua (processem-nos). Também foi daí que saíram as imagens para o videoclip da canção que hoje partilho convosco. O Joaquim e o Caleb absorveram completamente a cultura do Skate Or Die. Mostrei-lhes o documentário “Dogtown and Z Boys” e agora estão prontos para surfar os passeios. Tenho-lhes explicado que uma das grandes crises culturais do nosso tempo é o skate ter-se tornado uma espécie de equilibrismo móvel, uma jaula em forma de skate-park, onde os skaters parecem hamsters a pedalar naquelas rodas. Insisto que eles entendam que o caminho, a verdade e a vida passam por estar no ir, ter as tábuas nos pés e manter o ideal da viagem, de seguir o fôlego do Espírito, que sopra onde quer. Se calhar misturo demais a religião e o punk rock… Mas, pelo menos, voltámos a Nicodemos.

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[Dear friends, here’s my April newsletter. If you are not getting these newsletters in your e-mail and you want to do so, tell it to tiagooliveiracavaco@gmail.com . Thank your for all the feedback you’ve been sending. Um abraço!]

This time I am sharing a song (more a text about a song, really). I made this song more than a year ago, inspired by another one by the great Brazilian singer Belchior (like the lyrics show). I don’t remember how I ended up listening to his record “Alucinação”, but I do remember that, while on vacation in the Algarve (south of Portugal), me, Ana Rute, Maria, Marta, Joaquim and Caleb used to hear him in our car. And I always felt uplifted when I would hear the line: “I died last year/ but this year I’m staying alive” (a very lose translation).

Some weeks ago the Brazilian internet site “Scream & Yell” invited musicians from Brazil, Argentina, Chile, Uruguay, Colombia, Greece, United States and Portugal to record at home some song that could relate to this season of quarantine. I recorded my third version of this song, “I Swear I Won’t Die” (lose translation), bare bones style (the first two versions were rock versions). To do that, I limited myself to my nylon strings guitar (because I learned in Mississippi the excellence of Willie Nelson), to the bass guitar played the 60’s and 70’s style, and the pump organ we have in our living room (its bellows are needing some cleaning and it is only working properly with the bass keys and some high ones). Then, my musical partner and worship leader at Lapa Church, Nando Frias, added his piano.

In a way, this song is about people that already lived a lot teaching us that life really never ends. Old guys showing us that life can be always young. And all this not hiding that even when we are young life can be full of darkness. I stress this because I am afraid that a lot of our compliments to being alive tend to relativize the dark stuff. And that only makes everything unnecessarily harder.

Belchior, the Brazilian singer that inspired me, sounds like someone who got it really hard but right now is doing a little better. Nicodemus (I also mention Nicodemus in this song) is someone that in the gospel we get to see more in the perspective of trying to understand, than really understanding. We can say that the Bible has a preference to detail how hard it is for Nicodemus to understand getting born again, lesson coming from Our Lord Jesus’ lips. The Bible gives us less detail concerning how Nicodemus was able to become a disciple (hinted in John 20:39). But I do believe that, Belchior and Nicodemus, even in different ways, have voices that say that although death makes a big fuss the last word does not belong to it.

These days are challenging us because, in a way, they remember us that death is for real and we are now facing it, even if we thought in the past that our usual future plans could mask its presence. In another way, these days challenge us because if we remain just welcoming death, we will probably despair. These days can “man us up” and, interestingly enough, they also can turn us into scared children. I believe that the only one able to solve the dilemma is Jesus.

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Lapa Church began a sermon series in the Acts of the Apostles, titled “On The Go”. We know that God has a sense of humor and, right now, it is not easy to be on the go in the #StayHome season. Or maybe not. Maybe what’s at stake is precisely testing everything we sing with a clear throat. Now, that we have problematic lungs, how will it be? Do we live out our favorite choruses or what? Jesus specialized in tearing premature manifestos down: “And a scribe came up and said to him, Teacher, I will follow you wherever you go.” And Jesus said to him, Foxes have holes, and birds of the air have nests, but the Son of Man has nowhere to lay his head” (Matthew 8:19-20). We ask God to keep in us a true desire to be on the go.

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I confess that the #StayHome season got me and the boys skateboarding a lot outside (sue us…). From this fact came the footage for the song’s video I’m sharing. Joaquim and Caleb are diving deep in the Skate Or Die ethos. I showed them the “Dogtown and Z Boys” documentary and right now they are ready to sidewalk-surf everywhere. I have been teaching them that one of the greatest cultural tragedies of our time it that skateboarding became a kind of mobile equilibrism, a skateparked-cage, where skaters behave like hamsters rolling their wheels. I urge them to understand that the way, the truth and the life need an “on the go” attitude, having your feet on the board and keeping the wide open road state of mind, following the Spirit’s breath, blowing where it wishes (John 3:8). Maybe I’m overdoing mixing my religion with punk rock… But, at least, we came back to Nicodemus.


segunda-feira, abril 27, 2020

Ouvir (e ver!)

O sermão (e todo o serviço de culto!) de Domingo passado, chamado “Diversidade Dói”, pode ser ouvido (e visto!) aqui.

sábado, abril 25, 2020

Amanhã

“Diversidade Dói” é o título do sermão em que, com o texto bíblico aberto em Actos 16, planeio afirmar que, apesar de nos fascinar a ideia de diversidade, não vivemos de acordo com esse fascínio. A diversidade a sério dói e só com a ajuda de Deus, com fé em Cristo, lá chegamos.

[Pintura na Basílica de São Paulo em Roma.]


sexta-feira, abril 24, 2020

A pérola desenterrada hoje




















O que faz alguém acabado de chegar da lua-de-mel quando a mulher regressa ao trabalho e ele tem horários demasiado flexíveis? Usa o apartamento acabado de renovar como estúdio de gravação e despacha dois discos ou mais ao mesmo tempo. Assim nasceu “Mais Dez Fados Religiosos de Tiago Guillul”. Nas canções havia clássicos imediatos e, por isso, anos mais tarde o B Fachada cantava “Faz-me Bem a Mim e Mal ao Demónio” e o Samuel Úria “Nunca me Confessei ao Cura” nos seus próprios concertos. Apesar de os títulos ainda denunciarem um fascínio pelo arcaico, a influência óbvia do António Variações modernizou tudo. A FlorCaveira era cada vez mais uma editora que acreditava que o futuro da música portuguesa estava lá mais atrás, nos anos oitenta. Esta é a pérola de 2003 que a FlorCaveira agora desenterra. Ouçam aqui: https://open.spotify.com/album/06V3vgQgFeXpHHHNmPxNzk

terça-feira, abril 21, 2020

Novidade Musical







































São Paulo, 21 de abril de 2020.


Canções inspiradas pela quarentena, gravadas em casa, durante o confinamento. É isso que 21artistas de 9 países diferentes entregam em íEstamos!, projeto criado e organizado pelo jornalista e produtor cultural Leonardo Vinhas O álbum estará disponível exclusivamente para download gratuito no selo Scream & Yell a partir do dia 21 de abril – acesse www.screamyell.com.br.

Participam do disco artistas de Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, México, Portugal, Estados Unidos e Grécia. Entre eles, nomes já conhecidos do público brasileiro, como a cantora Érika Martins, a banda norte-americana The Blank Tapes e o cultuado uruguaio Nicolás Molina (ex-Molina y Los Cósmicos).

Convidados por Vinhas, os artistas tiveram até uma semana para compor e gravar canções que trouxessem suas visões pessoais sobre o momento de isolamento social e confinamento. As faixas foram gravadas em suas respectivas casas, com os recursos que tivessem à disposição. Assim,
enquanto alguns dispunham de equipamentos profissionais ou semiprofissionais, outros tinham apenas um microfone ou mesmo o celular. O resultado, porém, excedeu os limites do lo-fi, graças ao empenho dos músicos e ao notável trabalho de masterização do músico e produtor paranaense Rodrigo Stradiotto (das bandas O Fio e Woyzeck).

Sobre o título do álbum, Vinhas explica: “Estamos guardados. Estamos confinados. Estamos em nossas casas, convivendo com nossas escolhas, as sensatas e as estúpidas. Mas estamos vivos, estamos criando, e decididamente estamos levando isso para fora das jaulas, gaiolas e celas”. A
intenção com o álbum, diz o produtor, é não só trazer o alento que só a música é capaz de oferecer, mas também abrir uma janela para novas criações em um momento no qual os espaços para a experiência coletiva da música estão inacessíveis.

Como diz o colombiano Andrés Correa na canção “Realidad”, “o mundo se foi / já se acabou / só que ninguém se deu conta / e eu aqui sem entender / que coisa era a realidade / e porque nunca a pude tocar”. São tempos de incerteza e dificuldades. Mas podem ser tempo de outras coisas também. Que a música nos ajude a encontrar esses novos caminhos.

ÍEstamos! pode ser baixado gratuitamente em www.screamyell.com.br (http://screamyell.com.br/site/2020/04/21/selo-scream-yell-baixe-o-album-iestamos-cancoes-inspiradas-pela-quarentena/)


Ficha técnica:
Coordenação e curadoria: Leonardo Vinhas
Masterização: Rodrigo Stradiottto
Capa: Bruno Honda Leite
Lançamento: Scream&Yell
Apoio: Fundación Barrio Colombia e Scatter Records.
Informações para a imprensa:
Leonardo Vinhas
leonardo.vinhas@gmail.com
+55 11 92795-1428

domingo, abril 19, 2020

No quinto aniversário da Surf Church do Porto

quarta-feira, abril 15, 2020

Ouvir (e ver!)

O sermão (e todo o serviço de culto!) de Domingo passado, chamado “Não assumir o medo é ficar nele”, pode ser ouvido (e visto!) aqui.

sexta-feira, abril 10, 2020

A velha pérola da quinzena

Lisboa, Portugal, 2006, e um disco que não tem nada a ver: “Cinco Subsídios para o Panque Roque do Senhor” foi a maneira de uma editora musical portuguesa fazer o que tinha para fazer sem pedir subsídios a Portugal. Cinco bandas desconhecidas juntas. A cultura dos splits já vinha dos vinis mas mantinha-se nos CDs, sobretudo no punk. Ora, a FlorCaveira em 2006 tinha punk e tinha bandas tesas: por que não haveria de ter um split CD também? Lacraus, Borboletas Borbulhas e Samuel Úria & as Velhas Glórias mantinham o punk, Jerusalém assumia o metal, e os Pontos Negros mostravam que o rock não tinha de ter assim tanto medo do pop - pela primeira vez havia na FlorCaveira música que parecia querer ir além do subterrâneo. Esta é a pérola que agora desenterramos, plena de baixa fidelidade e sound verité. Aqui: https://open.spotify.com/album/5dxmpVD9tJ2FT3dGD5u1kZ?si=4FWbygAcRxOsTfekgHu-qQ