segunda-feira, dezembro 10, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

O casamento é para morrer e ressuscitar dentro dele (de uma entrevista com 4 anos na RTP).

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Amigos do Porto

Conseguimos uma data! E de entrada livre! Próxima quarta-feira semana conto convosco!


Ouvir

O sermão de Domingo passado, o primeiro do Advento e chamado "Estar perto de Deus na instabilidade", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, dezembro 04, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado (da semana passada), chamado "Não é o bem que fazes mas o mal que suportas", pode ser ouvido aqui.

Videozinho de Segunda-feira (postado na terça)

O Natal está a chegar e um livro de sermões prefaciado por um ateu pode ser uma boa ideia.

quarta-feira, novembro 28, 2018

Têm mesmo de ver este vídeo

Nando Frias, Tomás Frias e Maria Cavaco comigo. Quinta-Feira é amanhã!

segunda-feira, novembro 26, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

Two years ago, in a City To City meeting in Lisboa, I had the chance to speak briefly about being an evangelical christian in Portugal and Europe. It became known as the "It's not that simple, Tim" speech.

sexta-feira, novembro 23, 2018

Não sei porquê mas fico com a ideia de que já vos falei nisto...

Próxima quinta-feira vou celebrar dez anos do disco IV. Como celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem este par: Benjamim e Bettencourt. A coisa está a ficar mesmo séria. Gostava que fizessem parte desta séria festa e por isso conto convosco, eventualmente até já a comprar os bilhetes em https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571


Não sei se já disse

que se aproxima o dia em que vamos celebrar os dez anos do disco IV. Tenho ideia que sim. É daqui a uma semana, gente! Também penso que já disse que, porque celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem este aqui. Nem vos vou falar dele porque senão o texto dá em lágrimas. Insisto, portanto: tratem do assunto comprando os bilhetes antecipadamente aqui: https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571.


quarta-feira, novembro 21, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Ser Perdoado É Perdoar", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, novembro 20, 2018

Aproxima-se o dia em que vamos celebrar os dez anos

desse açaime que rebentou em forma de disco - o IV. Como celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem estes aqui: HMB. Já ouviram falar deles, certo? Então tratem do assunto comprando os bilhetes antecipadamente aqui:

https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571.

Fotografia de Martim Torres.


Videozinho de Segunda-Feira

A história de como duas igrejas se tornaram uma contada em dez minutos.

quarta-feira, novembro 14, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Pedir a Deus o pão de cada dia cura-nos do medo e da ansiedade", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, novembro 13, 2018

Têm de ir ouvir esta maravilha já!

O Tiago Bettencourt deu-me uma grande honra ao participar no disco que sai esta sexta. Este fantástico lyric video foi feito pelo Silas Ferreira.

segunda-feira, novembro 12, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

Com saudades de São Paulo.

sexta-feira, novembro 09, 2018

Make Prayer Great Again!

Os Lisbon Pirates atacam!

quinta-feira, novembro 08, 2018

Daqui a 3 semanas

Há festa para um disco que há 10 anos trouxe alegria a tantos (e daqui a uma semana o disco, esgotado há muito, estará nas lojas e plataformas digitais em versão tripla especial, num objecto mesmo bonito, sobretudo graças ao talento do Silas Ferreira). O bilhete é 8 euros e, com um cartaz deste calibre, não aceito ausências. Bota na agenda e adquire a entrada o quanto antes!


segunda-feira, novembro 05, 2018

O que andei a fazer na Polónia na semana passada


Estive em Cracóvia num encontro do City To City Europe, organização inspirada no ministério do Pastor Tim Keller em Nova Iorque. Ele esteve lá e, imaginem a emoção deste fanboy!, foi-me dada a oportunidade de dirigir um dos dos momentos devocionais. Vejam o vídeo (obrigado ao Bernardo Patrocínio pela leitura bíblica!) e consultem o texto em baixo.


ALTAR CALLING WHILE CRACKING SOME JOKES



Reading of the Word: Acts 26:19-32
We can say that, in the book of Acts, Paul gives us, at least, six good speeches that work as a kind of preaching models. Probably Acts 17, Paul's discourse in Athens, gets all the buzz, maybe because we look at it as a perfect example of cultural contextualization and nowadays we love to express perfect cultural contextualization. We can and should admit that what gets us to City To City meetings has a lot to do with this: for evangelical christians who, in some way, feel the pressure to go beyond the historical stigma of being labelled as fundamentalists or culturally inarticulate, Pr. Tim Keller's example makes us feel we can hear Paul preaching at the Areopagus right now, in the 21st Century. For some of us, hearing Pr. Tim preaching in the internet is the best way to travel to Greece without having to pay for the tickets.
And we should love Paul's preaching when it looks he's right on the money and winning arguments with the culturally sophisticated. But, of course, that's not the whole picture of Paul's sermons.
So, my plan is to share three observations from this other time Paul is giving a speech, a kind of a sermon, completely different from the one in Athens.
First, I want to talk about the way we deal with power and protection when preaching or sharing the gospel.
This last speech we get from Paul, while reading the book of Acts, it's in this legally messy situation where Roman power is, at the same, time imprisioning him and protecting him from the jewish anger that wanted him killed, after the tumultuous episode in the Temple of Jerusalem (in Acts 21). So, this means that right now Paul is preaching the gospel, telling his own personal story, to people that mean both power and protection over him. I want to stress these two aspects of power and protection because I believe that, politically and culturally speaking, we, as european christians, can feel some ambivalence towards the ones who rule over us, in our modern democracies. In this sense, we are not so far away from Paul speaking in Cesarea. In some ways, our modern democracies protect us; but in other ways, they also make us feel under its power, in a not so much positive fashion.
There is something important for us to retain here: we should never expect to get a perfect combination of trust in power and protection as a pre-condition to witness the gospel to our surrounding culture. Paul was in a way protected, but he was also captive of that protection. And what did he do? He preached the gospel. The gospel is to be preached when you feel at home with culture and politics and when you don't.
This is something that we can find even in this auditorium, depending on the place we come from. I am making a broad simplification but it is to light some different cultural-backgrounds that mirror this power/protection principle. For instance, if you come from northern european countries that were influenced by the Protestant Reformation, you can feel weak preaching the gospel whithout the security given by political protection because, at large, protestant christianity helped building your own culture. Now that your country got more secularized, protestants are not used to go against the grain. If you come from southern european countries, that were never influenced by the Protestant Reformation, you tend to preach all the time against cultural and political power because you, as an evangelical christian, were always against the grain, before and after secularization.
So, don't prioritize cultural and political protection so that you can feel safe preaching the gospel, and don't prioritize antagonizing political and cultural power so that you can feel bold preaching the gospel. These are two errors over here: the error of accomodation and the error of unnecessary hostility. Make it more simple and biblical, while understanding your own situation: just preach the gospel, wether you'll feel more protected or more overpowered. We have to do this learning from each other.
Second, I want to talk about the times when it's not the preacher working hard to understand his audience, but the audience working hard to understand the preacher. And how this brings a new balance between citizens' rights and christian preaching.
Contrary to what happens with the speech Paul gives in Athens, now Paul does not go after the culture's interests, addressing, for instance, any relevant subject, like the issue of politheism was for the greeks. Now, Paul faces the Roman Governor Festus, and his special guests, Herod Agrippa, the jewish king, and his sister Bernice. It is not the case that Paul struggles to understand his audience but it is the case that his audience has to struggle to understand him. Mostly, Paul is just defending himself while explaining that the origin of all this mess has to do with what jews always expected from their Scriptures, not losing the occasion to confront his audience’s presumed convictions - he is working at several levels of understanding at the same time - it's an impressive speech! Anyway, at the end of it, from what Festus, Agrippa and Bernice understood, they simply say: “This man is doing nothing to deserve death or imprisonment” (v. 31). That court case got unnecessarily complicated, they think.
And this confusing communication setting should strike us as encouraging: even when christians are fighting for their civil liberties, like Paul was fighting at that moment, the gospel of Jesus Christ should get a way to arrive at the center of your presentation. Even when you are working at the level of your political freedom, you have to do it coming from what Jesus did to you. You have to mess up your civil rights with gospel grace. Paul does not let his innocence get in the way of witnessing Christ and neither should we.
Third and lastly, I want to talk about unexpected results when preaching the gospel.
And this leads to my final comment. You have an uneasy sermon that apparently only gets you some measures of:
a) intellectual scorn, because Festus says Paul is out of his mind talking about celestial visions (v. 24);
b) an ironical refusal to religious conversion, because Agrippa says that Paul wants to make him a christian in such a short period of time (v. 28);
c) and political tolerance, because they all thought Paul was innocent (v. 32).
So, what Paul gets from his sermon is not bad at all, but it still looks very under-achieving by the average missionary standards. Interestingly enough, what we get closer to a final amen is Paul mixing an altar call with a joke, aimed at Agrippa's ironical remark: “Whether short or long, I would to God that not only you but also all who hear me this day might become such as I am—except for these chains” (v. 29). Like, 'I will not give up saying to you that you really should become a christian, without, of course having to be one like I am right now - in jail'.
So I want to invite you to ponder in some of the things the text brought us.
- If you feel drawn to share the gospel to get people on your side, would you consider meditating on the cross of our Lord also as scandal?
- If you feel drawn to share the gospel triggering people’s reaction, would you consider meditating on the cross of our Lord also as an act of mercy?
- If you feel drawn to share the gospel showing how persuasive you can sound, would you consider meditating on the cross of our Lord also as a message largely misunderstood at that time?
- If you feel drawn to share the gospel defending your civil privileges while doing that, would you consider meditating on the cross of our Lord also as a kind of giving up on our natural rights?
- If you feel drawn to share the gospel as long as everything ends up looking in its proper place, would you consider meditating on the cross of our Lord also as a mystery that we live carrying some blessed sense of humor?
I've been trying to live up to this pauline possibility, being an evangelical christian feeling sometimes protected, sometimes overpowered, fighting for my civil and religious rights, while never losing a chance to anchor all my discourse in what Jesus did for me, even if it gets me to preach mixing altar calls with jokes. May God help me and may God help us all.

quarta-feira, outubro 24, 2018

Ouvir

Jesus ensina-nos a orar “venha o teu Reino” para que saibamos que circunstâncias controladas favoravelmente valem menos do que a sua presença, mesmo que em circunstâncias desfavoráveis.

O sermão de Domingo passado, chamado “A tentação de preferir orar para reinarmos sobre as circunstâncias”, de ser ouvido aqui.

Os Piratas de Lisboa

Avisam acerca dos riscos da ira!

segunda-feira, outubro 22, 2018

O que as pessoas

que se consideram progressistas têm sentido nos últimos anos, com tantas surpresas políticas, anda perto do que senti quando entrei na escola, com 6 anos e fé evangélica, e concluí: "o quê, a maioria não acredita no que eu acredito?!" De lá para cá, tentei crescer.
Olha aí

Como foi na quarta-feira passada!

quinta-feira, outubro 18, 2018

Ouvir (e ver!)

O sermão de Domingo passado pode ser ouvido (e visto!) aqui - tem baptismos no final!

quarta-feira, outubro 17, 2018

Faço 41 anos hoje

E é difícil lidar com a demonstração de amor que logo de manhã recebo da minha mulher e dos meus filhos, e que continua ao longo do dia por tantos e bons amigos que Deus me deu. Sou injustamente amado além do que devia e mereço e isto tem um nome teológico: graça. A caminho da igreja vínhamos a ouvir o Leonard Cohen e na canção "Anthem" estão umas linhas que queria partilhar convosco: "Ring the bells that still can ring/ Forget your perfect offering/ There is a crack in everything/ That's how the light gets in." O Cohen, sendo judeu, não era cristão mas percebia perfeitamente a lógica de precisarmos de um sacrifício além de nós mesmos, em forma de corpo, uma vez que todas as nossas tentativas saem rachadas - e é nessa imperfeição que Jesus, a luz da graça divina, entra. Entretanto, acabei de saber que Deus chamou o João Tomaz Parreira à sua presença. O João era meu amigo e dos pouco poetas evangélicos do nosso país. Eu devo-lhe muito, por tantos caminhos que abriu para mim e muitos. Sei que ele também gostaria destas linhas do Cohen. Um abraço forte de consolo a todos na amada Família Parreira.

terça-feira, outubro 16, 2018

Back

The podcast is back and this one's on fire! Here's the thesis: we, evangelical christians, underestimate the Church because we don't love Jesus enough. Go listen, friends!

sexta-feira, outubro 12, 2018

O Henrique Raposo e o João Miguel Tavares

São aqueles amigos que nunca podem faltar quando a Igreja da Lapa se mete em Fins-de-Semanas Cheios. A conversa não precisa de estar planeada para acontecer.

quinta-feira, outubro 11, 2018

Quem é português

E não lê o Observador? Imaginem por isso o privilégio de termos recebido o ano passado o Rui Ramos e o Miguel Pinheiro. Para cristãos que acreditam na predominância da Palavra, é fundamental conhecer os lugares onde vamos buscar as palavras que nos descrevem a actualidade. Se neste ano fazemos uma pausa de organizar o Fim-de-Semana Cheio na Lapa, é porque para o ano queremos isto e mais ainda.

quarta-feira, outubro 10, 2018

Mesmo em ano de pausa

Aos Fins-de-Semana Cheios na Lapa nunca faltou rock'n'roll - Tony Fortuna e Samuel Úria não nos deixam mentir!

terça-feira, outubro 09, 2018

Quando conversar parece uma actividade em vias de extinção

Creio que de há um ano para cá, o ambiente de discussão entre as pessoas, muito à custa das redes sociais, tornou-se ainda mais hostil. Para isto contribui uma maneira mais frágil de olharmos para o mundo, sobretudo concentrada nas questões políticas como se elas fossem as que realmente traduzem a realidade como ela é. O fenómeno Jordan Peterson não é casual porque uma das suas forças é avisar que as questões políticas são importantes mas elas não devem ter a pretensão de esgotar tudo o que há para compreender. Não deveríamos ser capazes de entender o universo também a partir da psicologia, da teologia, ou de outras tradições de saber que parecem atropeladas pelas urgências da política do aqui e do agora?

Qualquer eleição parece, por isto, uma questão de vida ou de morte, uma divisão entre os maus, que nos levaram para a ruína, e os bons, que nos vão salvar do caos em que estamos metidos. Posições políticas extremam-se e pessoas juram novas e infindáveis guerras sociais. Não é só com o Trump, o Brexit, os novos líderes europeus desalinhados ou o Bolsonaro. É connosco em Portugal, também, ainda que daquele jeito mais tímido e desconfortável com palavras claras que tende a caracterizar-nos. Com os juízes da "extrema-direita americana" há certezas de abuso sexual, com os nossos Ronaldos até as vozes mais feministas aconselham calma. Enfim.

A Igreja da Lapa passou a última meia década a acreditar que vale a pena conversar. Vale a pena conversar ainda mais quando conversamos com quem discordamos. A nossa fé na conversa só existe porque, enquanto cristãos reformados, temos fé inabalável na Palavra: a que se fez carne em Jesus, no mesmo estilo como se revelou produzindo as Escrituras, e a que deve ser usada como um encontro até com os nossos adversários. A esta convicção tornada em eventos chamámos os "Fins-de-Semana Cheios na Lapa" e em 2018 não fazemos um porque queremos no futuro fazer mais e melhor e para isso uma pausa é necessária.

No entanto, guardámos alguns vídeos das conversas do ano passado para partilhar convosco este ano. O de hoje é um dos meus preferidos porque ilustra na prática que, quando conversamos, levamos essa vontade aos que podem estar mesmo distantes de nós a nível de valores. Como acreditamos em milagres da Palavra, acreditamos no milagre de chegarmos à palavra com quem tanto discordamos. Pessoalmente, nunca votaria no partido de Francisco Louçã, mas acredito que não só posso conversar com ele como até aprender. Se Jesus gastou tanto tempo com pessoas que não acreditavam nele, que desculpa arranjarão os seus seguidores para se recusarem a fazer o mesmo?

Por fim, não nego que aquilo que acontece no fim de cada uma destas conversas é o mais especial: orar por quem conversamos. E tu, que te dizes cristão: oras pelos teus adversários para que os possas amar, bem como Jesus nos ensinou a  fazer?

segunda-feira, outubro 08, 2018

Para a semana

Vou juntar uns amigos para, a pretexto da reedição do "IV" (está quase, está quase), conversarmos acerca das coroas da música portuguesa. Será na quarta-feira, 17 de Outubro, às 17.30h no Mercado de Arroios com entrada livre. Se tivermos em conta que nesse dia faço 41 anos, podem sempre passar por lá para me darem um abraço. Não me importo nada.


quarta-feira, outubro 03, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Estar no fundo do mundo para encontrar Deus", pode ser ouvido aqui.

segunda-feira, outubro 01, 2018

Casamento da Rebeca e do Manel, 29 de Setembro de 2018

Marcos 3:31-35
«31 Nisto, chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo [Jesus]. 32 Muita gente estava assentada ao redor dele e lhe disseram: “Olha, tua mãe, teus irmãos e irmãs estão lá fora à tua procura.” 33 Então, ele lhes respondeu, dizendo: “Quem é minha mãe e meus irmãos?” 34 E, correndo o olhar pelos que estavam assentados ao redor, disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 35 Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.”»
Estamos num casamento e o texto bíblico que vos trago, pelo menos à primeira vista, não diz nada sobre o assunto. Mas sendo um texto que fala da família de Jesus, vamos esperar que possa falar também alguma coisa acerca da família que nesta tarde a Rebeca e o Manuel passam a ser.
Quando este episódio se deu, Jesus estava num momento especial da sua vida. Tinha começado o seu ministério público há relativamente pouco tempo e a sua popularidade estava a tornar-se, como agora se diz, viral. Os discursos que fazia e sobretudo os milagres que realizava davam que falar na Galileia, a zona norte de Israel de há dois mil anos. Antes de Jesus chegar a um lugar, já esse lugar estava agitado por ele. Como geralmente costuma acontecer com fenómenos de celebridade, abrem-se rapidamente duas reacções: alegria e aceitação, e rejeição e antagonismo.
Neste caso, os adversários de Jesus tinham chegado a um ponto de desamor tal que, como conta o início deste capítulo 3, já conspiravam para matá-lo. E é preciso ter conta que eram adversários unidos numa coligação abrangente e com grande competência – aquilo que planeavam tornava-se o que provavelmente ia mesmo acontecer. Eram religiosos conservadores e progressistas, fariseus e herodianos ou saduceus, que costumavam ser inimigos uns dos outros mas que, desde a chegada de Jesus, tinham descoberto uma coisa em comum: odiavam mais Jesus do que se odiavam uns aos outros. Por isso, tinham arranjado maneira de trabalhar juntos a favor da morte dele. Não há nada como um bom ódio em comum para juntar pessoas diferentes.
Criado um ambiente destes, não seria de estranhar que à família de Jesus, a mãe dele e os seus irmãos e irmãs, acabasse por chegar algum zunzum. O que é que se calcula que uma família faça quando se sabe que um dos seus integrantes corre risco? Naturalmente, que o defenda. E era isso que aqui estava a acontecer. Com todas as boas intenções, a mãe de Jesus e seus irmãos e irmãs estavam a ir ter com Jesus como quem lhe quer dizer: “acalma-te lá com o que andas a fazer porque se não ainda te magoas”.
A resposta de Jesus parece um pouco torta e indicia algo como: deixem-me em paz porque a minha verdadeira família é feita daqueles que fazem a vontade de Deus. Será que Jesus está a desprezar a importância da família e do bem que geralmente ela nos quer? Gostava de tentar responder e, a partir daí, inspirar todos nós aqui, principalmente a Rebeca e o Manuel no dia em que se tornam uma família.
1. Jesus, parecendo que estava a tratar mal a sua família, estava também a ensinar que mais importante do que uma família evitar perigos aos seus membros, é ela fazer a vontade de Deus. Rebeca e Manuel (e especialmente Manuel, enquanto homem da família): é importante vocês lutarem para se livrarem um ao outro de perigos, mas o mais perigoso é livrarem-se de cumprir a vontade de Deus.
Hoje o que não falta é famílias que vivem fechadas na sua própria segurança, tomando qualquer princípio ou atitude que vá além da protecção física como um disparate. Rebeca e Manuel: ter fé em Cristo é saber que viver seguro não é necessariamente viver com Deus. Jesus não viveu seguro e acabou executado numa cruz. Claro que todos aqui desejamos uma vida feliz para vocês e, de preferência, livre de crucificações. Mas é preciso reafirmar que uma vida verdadeiramente feliz é a que cumpre a vontade de Deus e não a que se esgueira de tudo o que parece um problema. Tenham fé em Jesus! Sejam uma família corajosa!
2. Jesus, parecendo que estava a tratar mal a sua família, estava também a ensinar que nenhuma família dura por fugir das dificuldades, mas por ter fé em Deus. Rebeca e Manuel: há famílias que deixam de ser famílias até chegar uma dificuldade maior, mas a família que vocês devem ser responde às dificuldades, sejam elas maiores ou mais pequenas, com fé.
Hoje o que não falta é famílias construídas sobre a ideia de que a felicidade é a ausência de dificuldades, tomando a exposição a um sofrimento maior como uma prova de que o prazo de validade dessa família já chegou ao fim. Rebeca e Manuel: se Jesus tomou um sofrimento tão grande como a cruz para provar o seu amor por nós, olhem para os sofrimentos que vão enfrentar com a mesma atitude: uma oportunidade para dependerem da graça de Deus ao ponto de sofrerem um pelo outro por amor. Tenham fé em Jesus! Não tenham medo de sofrer juntos porque Jesus vai estar convosco!
3. Jesus, parecendo que estava a tratar mal a sua família, estava também a ensinar que a família humana, num casamento entre um homem e uma mulher, é uma ideia de Deus para vivermos como família dele, que é uma ideia ainda melhor. Rebeca e Manuel: à medida que permanecerem juntos a partir da confiança que têm em Deus, permanecerão também juntos do próprio Deus.
Hoje o que não falta é famílias cuja união é só entre as pessoas que delas fazem parte, perdendo a oportunidade de se unirem ao próprio Deus. Rebeca e Manuel: vai ser óptimo vocês viverem em união um com o outro, mas, acreditem, ainda será melhor viverem, através da vossa união, unidos com o próprio Deus. É quando estamos unidos ao Criador que nós próprios somos feitos elo de ligação da criação de muitos mais. Que vocês possam ficar em comunhão com Deus de uma maneira que se amam ao ponto de se multiplicarem e de expandir esse amor àqueles que Deus vos confiar, seja dentro das portas do vosso lar, seja fora.
Que Deus vos abençoe.



terça-feira, setembro 25, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Querer ser visto é uma maldição; ser visto é a nossa salvação", pode ser ouvido aqui.

quarta-feira, setembro 19, 2018

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O sermão de Domingo passado, chamado "Um teste completo ao cidadão do Reino de Jesus", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, setembro 11, 2018

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O sermão de Domingo passado, chamado "Por uma Teologia da Inimizade", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, setembro 04, 2018

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O sermão de Domingo passado, chamado "Jesus a tornar a pior ofensa na melhor coisa que te acontece", pode ser ouvido aqui.

Ouvir

O sermão chamado "Quem presta contas a quem: a vida a mim ou eu a Deus? A tentação mortal da vingança" pode ser ouvido aqui.