sexta-feira, janeiro 18, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Uma das coisas mais chatas numa Igreja é a vontade de não ser chato. Isto lembra uma frase de Eugéne Ionesco: "querermos ser do nosso tempo é estar, já, ultrapassado". O pior que pode acontecer a uma Igreja é ela abandonar o evangelho de Cristo, óbvio!, mas querer ser emocionante pode ser um passo para a apostasia.

A memorização e a recitação tresandam a naftalina para os viciados em modas, mas, forçando aqui uma dicotomia, prefiro uma palavra que se entranha do que uma cabeça à volta com cada novidade.

Agora imaginem a graça que é uma Igreja que aceita o desafio de colocar no coração doze versículos contendo as bem-aventuranças. Pode não dar uma explosão imediata, mas que o Espírito Santo vai atear uma fogueira duradoira, podem crer que vai!

Este videozinho ilustra isso.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

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O sermão de Domingo passado, pregado pelo Filipe Sousa e chamado "Fugir não é cobardia, fugir é coragem", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, janeiro 11, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Na semana passada o Miguel Sousa Tavares escreveu uma coisa muito triste no Expresso: "a fé evangélica - esse embuste religioso inventado à medida de um país [Brasil] com largas camadas da população semianalfabeta." Não vou comentar porque a ignorância que o MST revela acerca da fé evangélica e do Brasil confirma Provérbios 26:4: "Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele" (espero que o MST saiba o que é o Velho Testamento).

Mas refiro esta tristeza a propósito de um complexo de inferioridade com que muitos evangélicos crescem, de quererem a todo o custo ultrapassar este estigma de ignorância. Já num texto, "Os evangélicos são os pretos do cristianismo", expus que é precisamente por parecermos intelectualmente leprosos que podemos falar com a liberdade de quem não precisa de cair nas graças do mundo. Deus nos preserve assim, impopulares.

Isto a pretexto deste passeio antigo pela TVI, em que, junto com o meu amigo João Miguel Tavares, conversei com a Cristina Ferreira - a powerhouse feminina cá da terrinha. Ela ainda não cumpriu a promessa de visitar a Igreja da Lapa. Mas eu continuo a acreditar em promessas.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Já adquiriu este livro?




















O paradoxo: quem traz as maiores misérias, saca os maiores milagres.
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Se hesitas quando alguém te pergunta: “o que mais te tenta?”, é óbvio que és um cristão imaturo. O mínimo que se espera de alguém que tem em si a assistência do Espírito Santo, quando passa por tentações, é que procure ser o melhor especialista acerca do seu próprio pecado. No entanto, muitos de nós profissionalizamo-nos num discurso de auto-defesa e auto-promoção que é o verdadeiro negócio do Diabo, porque é assim que nós caímos no que ele nos sugere. Um cristão maduro não hesita em reconhecer as lições que tem trazido das suas tentações - é aí que ele se especializa, não nas supostas virtudes que tem.

O sermão de Domingo passado, chamado "As virtudes que julgas ter são os vícios que não admites", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Videozinho de Sexta-Feira [em 2019 é à sexta!]

Se Deus existir e, na sua perfeição, conseguir arranjar maneira de lidar com a nossa falta dela (como acredito que acontece através da morte e ressurreição de Jesus), então temos boas razões para acreditar no poder da oração.

Muitas vezes a oração é encarada numa lógica não muito distante do feitiço: alguma coisa que se diz para alguma coisa se ter. Mas talvez a oração seja um pouco o contrário: se usamos palavras como um meio, também é para que a palavra seja o próprio fim. Isto porque na fé cristã a palavra é o poder com que Deus criou o mundo, a palavra é um poder que é ao mesmo tempo o próprio Deus ("o Verbo era Deus"), e a palavra fez-se homem em Jesus. A palavra é usada como meio, na oração, para que a oração nos devolva à própria palavra que é Cristo. A palavra implica um ciclo completo.

Logo, a oração é o produto e o processo. Quando oramos, somos orados. Orar é ir até Deus e orar é Deus vir até nós. Para quem quiser uma vida tranquila, sem os sobressaltos resultantes de Deus vir até nós, não se meta com a oração: é zona de perigo mesmo.

O videozinho ilustra isto.

quarta-feira, janeiro 02, 2019

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O sermão de Domingo passado, chamado "Ter Casa e Companhia numa Canção Para Cristo", pode ser ouvido aqui.