sexta-feira, janeiro 18, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Uma das coisas mais chatas numa Igreja é a vontade de não ser chato. Isto lembra uma frase de Eugéne Ionesco: "querermos ser do nosso tempo é estar, já, ultrapassado". O pior que pode acontecer a uma Igreja é ela abandonar o evangelho de Cristo, óbvio!, mas querer ser emocionante pode ser um passo para a apostasia.

A memorização e a recitação tresandam a naftalina para os viciados em modas, mas, forçando aqui uma dicotomia, prefiro uma palavra que se entranha do que uma cabeça à volta com cada novidade.

Agora imaginem a graça que é uma Igreja que aceita o desafio de colocar no coração doze versículos contendo as bem-aventuranças. Pode não dar uma explosão imediata, mas que o Espírito Santo vai atear uma fogueira duradoira, podem crer que vai!

Este videozinho ilustra isso.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Ouvir

O sermão de Domingo passado, pregado pelo Filipe Sousa e chamado "Fugir não é cobardia, fugir é coragem", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, janeiro 11, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Na semana passada o Miguel Sousa Tavares escreveu uma coisa muito triste no Expresso: "a fé evangélica - esse embuste religioso inventado à medida de um país [Brasil] com largas camadas da população semianalfabeta." Não vou comentar porque a ignorância que o MST revela acerca da fé evangélica e do Brasil confirma Provérbios 26:4: "Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele" (espero que o MST saiba o que é o Velho Testamento).

Mas refiro esta tristeza a propósito de um complexo de inferioridade com que muitos evangélicos crescem, de quererem a todo o custo ultrapassar este estigma de ignorância. Já num texto, "Os evangélicos são os pretos do cristianismo", expus que é precisamente por parecermos intelectualmente leprosos que podemos falar com a liberdade de quem não precisa de cair nas graças do mundo. Deus nos preserve assim, impopulares.

Isto a pretexto deste passeio antigo pela TVI, em que, junto com o meu amigo João Miguel Tavares, conversei com a Cristina Ferreira - a powerhouse feminina cá da terrinha. Ela ainda não cumpriu a promessa de visitar a Igreja da Lapa. Mas eu continuo a acreditar em promessas.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Já adquiriu este livro?




















O paradoxo: quem traz as maiores misérias, saca os maiores milagres.
Ouvir

Se hesitas quando alguém te pergunta: “o que mais te tenta?”, é óbvio que és um cristão imaturo. O mínimo que se espera de alguém que tem em si a assistência do Espírito Santo, quando passa por tentações, é que procure ser o melhor especialista acerca do seu próprio pecado. No entanto, muitos de nós profissionalizamo-nos num discurso de auto-defesa e auto-promoção que é o verdadeiro negócio do Diabo, porque é assim que nós caímos no que ele nos sugere. Um cristão maduro não hesita em reconhecer as lições que tem trazido das suas tentações - é aí que ele se especializa, não nas supostas virtudes que tem.

O sermão de Domingo passado, chamado "As virtudes que julgas ter são os vícios que não admites", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Videozinho de Sexta-Feira [em 2019 é à sexta!]

Se Deus existir e, na sua perfeição, conseguir arranjar maneira de lidar com a nossa falta dela (como acredito que acontece através da morte e ressurreição de Jesus), então temos boas razões para acreditar no poder da oração.

Muitas vezes a oração é encarada numa lógica não muito distante do feitiço: alguma coisa que se diz para alguma coisa se ter. Mas talvez a oração seja um pouco o contrário: se usamos palavras como um meio, também é para que a palavra seja o próprio fim. Isto porque na fé cristã a palavra é o poder com que Deus criou o mundo, a palavra é um poder que é ao mesmo tempo o próprio Deus ("o Verbo era Deus"), e a palavra fez-se homem em Jesus. A palavra é usada como meio, na oração, para que a oração nos devolva à própria palavra que é Cristo. A palavra implica um ciclo completo.

Logo, a oração é o produto e o processo. Quando oramos, somos orados. Orar é ir até Deus e orar é Deus vir até nós. Para quem quiser uma vida tranquila, sem os sobressaltos resultantes de Deus vir até nós, não se meta com a oração: é zona de perigo mesmo.

O videozinho ilustra isto.

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Ter Casa e Companhia numa Canção Para Cristo", pode ser ouvido aqui.

segunda-feira, dezembro 31, 2018

O Abc de 2017 (!) da Voz do Deserto

Uma coisa que Deus me ensinou em 2018: preciso de mais tempo para fazer seja o que for. Logo, e apesar de esta lista já estar feita há um ano, só agora chega aqui. Até que ponto é que temos aqui um conceito interessante - esperar um ano até que algumas coisas que pensamos que devem ser ditas sejam ditas mesmo?




















A - Ana Rute

O meu amor pela minha mulher continua a crescer. Chegámos aos quarenta anos.

B - Brasil

Neste ano ganhei uma espécie de dupla cidadania emocional. Já não consigo viver sem o Brasil.

C - Casa

Nunca tive tantas casas como em 2017. Foram muitas as pessoas que me receberam como família. Os Ferreiras em S. José dos Campos, os Reggianis em São Paulo, os Guedelhas em Fortaleza, os Krokers em Curitiba, os Catarinos em Londres, os Bustrums em Kelso, os Barfields em Federal Way, os Duartes no Silveiro, e tantos outros. O mundo é a minha casa graças a esta gente.   

D - Discos

- "A Deeper Understanding" de The War On Drugs
- "Damn" de Kendrick Lamar
- "A Crow Looked at Me" de Mount Eerie
- "Common as Light and Love Are Red Valleys of Blood" de Sun Kil Moon
- "Big Bad Luv" de John Moreland
- "Goths" de Mountain Goats
- "The Visitor" de Neil Young
- "Troublemaker" dos Rancid
- "Worthy" de Beautiful Eulogy
- Homónimo de Luís Severo
- "Viva Fúria" de Manuel Fúria e os Náufragos

E - Examen

No geral, reajo contra a onda de um cristão evangélico fazer buffet de práticas religiosas que são estranhas à sua tradição. Estou a ler um livro escrito por um evangélico e ele recomenda esse tipo de self-service de tradições romanas e ortodoxas orientais e é insuportável. Uma tradição faz parte de um corpo mais abrangente, não se arranca assim sem mais nem menos para colorir aburguesadamente a vida devocional de um cristão evangélico do Século XXI. Tendo dito isto, devo ainda assim reconhecer a vantagem de conhecermos estas tradições e aprendermos, na medida do possível, com elas. O exercício do Examen, de Inácio de Loyola tornou-se útil para mim e para a Ana Rute, depois de termos sabido mais sobre ele a partir do livro "You Are What You Love" do James K. A. Smith, que estudámos no tempo de aconselhamento familiar da igreja.

F - Filhos

Há tanta coisa que gostaria de tomar nota acerca dos meus filhos e que não consigo. Por exemplo, no ano passado (2016) tive um texto no meu coração acerca da magia que era ouvir o Caleb ler as primeiras frases - magia pura (não o consegui escrever - estou cheio de textos no meu coração que não consigo escrever). Apreciei isso no quarto filho como não consegui apreciar nos outros três. Como os judeus sabiam das Escrituras, aprender a ler é a verdadeira maturidade. Os meus filhos são uma enorme alegria para mim.

G - Grandeza

Há uma grandeza nas pessoas que nos amam e nos acompanham que é uma verdadeira manifestação de que Cristo está connosco. Provavelmente em nenhum outro ano senti tanto o cuidados dos outros como em 2017. Da minha mulher, dos meus filhos, dos meus amigos, da minha Igreja, dos pastores que a servem comigo.

H - Hip-hop xunga

Em 2017 descobri que o que a miudagem quer é hip-hop xunga. E a coisa revolucionária é que o hip-hop xunga se tornou a verdadeira música independente, ao mesmo tempo que se tornou a música mais popular. Ou seja, as velhas categorias foram dissolvidas: longe vão os tempos em que um músico dependia de algum tipo de reconhecimento por outras pessoas na chamada indústria musical para, a partir daí, tentar conquistar os ouvintes. O hip-hop xunga não precisa de qualquer legitimidade se não a da sua popularidade directa junto dos miúdos. Faz-se uma canção, uploada-se para o YouTube, manda-se as editoras, as rádios e a crítica para o raio que as parta, e siga. Como era de esperar, as editoras, as rádios e a crítica ainda tentam fazer parar o tempo, numa mistura de sindicalismo retrógrado que em Portugal confirma que somos um povo virado para o passado. O hip-hop xunga que anda aí a rebentar não é especialmente cativante a nível estético. Mas que traz uma espécie de revolução, traz.

I - Igreja

Amo a Igreja universal e amo a minha Igreja local. Foi um ano exigente, com as palavras mais severas que disse em dez anos de ministério pastoral. Mas foi também o ano mais produtivo. Ainda agora, há poucos dias no recital de Natal, e diante do serviço excelente de tantos, eu perguntava-me: "que igreja é esta?" E Deus respondia-me em silêncio: "é a de Jesus Cristo, Tiago, não a tua".

J - Jesus

Acho que fiquei demasiado melodramático em 2017. Por isso, sejam pacientes. O que tenho a dizer sobre Jesus é que, num momento especialmente difícil para mim, a minha oração foi para que sentisse a presença de Jesus comigo - sentir mesmo que naquele lugar e naquela hora Jesus estava ao meu lado. O que posso dizer é que tudo aquilo que no momento me fazia sentir mal continuou a fazer-me sentir mal - Deus não me respondeu à oração acabando com o meu sofrimento. Mas de um modo que nunca tinha sentido antes, senti-me a sofrer acompanhado por Jesus. Eu continuei mesmo à rasca mas Jesus estava comigo. Isso fez-me amá-lo mais. Hoje quando penso em Jesus lembro-me daquela hora e o sofrimento dela torna-se uma consolação.

K - Krokers

A mesa da família Kroker, a mesa da família Kroker. Um desejo cumprido e um desejo por cumprir. Estive lá mas a minha presença não significou que estivesse lá grande coisa - ficar doente numa casa que desejámos visitar é uma prova. Sou muito agradecido pela família Kroker, que também é a minha. Por outro lado, o Frederico e a Ana, amigos no Porto, chegaram-se à frente para que pudesse vir directo e mais cedo para Portugal - obrigado a vocês, queridos amigos!

L - Livros

Editados este ano:
- "The Benedict Option" de Rod Dreher
- "Ajudar a Cair" de Djaimilia Pereira de Almeida
- "Hoje Estarás Comigo no Paraíso" de Bruno Vieira Amaral

M - Mãos

Em 2017 foram-me dadas mãos de amigos que me ajudam no meu trabalho. Foram muitas mãos mesmo. Do presbitério e diaconia da Igreja da Lapa (Ricardo Oliveira, Filipe Sousa, Mark Bustrum, Sérgio e Fernanda Silva, Tiago e Eunice Ferreira, Manuel e Mariana Ferreira); do Pedro Martins e da Letras D'Ouro; de todo o pessoal da Vida Nova, minha editora literária no Brasil (Sérgio Moura, Celso Mastromouro, Jonathan Silveira, entre outros); do Seminário Martin Bucer (Tiago Santos); do Pedro Valente, meu agente musical; do Rui Portulez e do Francisco Vasconcelos da Valentim de Carvalho; e do Francisco José Viegas e da Quetzal. 

N - Nuno e Sara

Minha irmã Sara e meu cunhado Nuno: não cheguei a arranjar palavras para vos agradecer o tempo na República Checa. Continuo a não ser capaz de o fazer decentemente. Tendo em conta a dimensão da gratidão, provavelmente só nos novos céus e na nova terra terei o vocabulário eficaz.

O - Oceano

Fui ao oceano 107 vezes durante 2017. Dá uma média de um mergulho por cada 3,4 dias. Desde que ganhei este hábito, nunca fui tão pouco. Para isto contribuiu uma gripe do final do ano passado que me fez tossir durante mais de dois meses, o dengue que trouxe do Brasil, mais viagens do que o costume que me tiraram do mar português, entre outros aspectos. Para compensar, vi pela primeira vez o Oceano Pacífico - quando cheguei a casa da Vivian e do Jeff em Federal Way, perto de Seattle. É uma verdadeira beleza.

P - Punk Rock

Foi um ano de punk rock, com dois discos editados ("Arame Farpado no Paraíso" e "O Velho Arsenal dos Lacraus"). Sou grato ao Marcelo Costa, Bruno Capelas e ao site Scream & Yell pela parceria que tornou o segundo disco praticamente só ouvido por brasileiros. Como nos últimos anos parece ter-se tornado a regra, os meus discos regressam ao subterrâneo que lhes é natural. São pouco ouvidos e isso começa a tornar-se mais pacífico para mim (caramba, fiz quarenta anos e tenho de crescer). Deus tem-me retirado algum ressentimento e começa a pacificar-me com a ideia de fazer música para poucos. Sinto-me inspirado pelo Mark Kozelek que dropa discos ininterruptamente, focado sobretudo nas palavras. Acho que quero ser uma espécie de Mark Kozelek à portuguesa. Por outro lado, e graças à amizade do Jacinto Lucas Pires, foi-me dada a graça de ver um disco ressuscitado para um concerto humilde que pede por mais ressurreição futura (o "Bairro Janeiro"). Já agora, aproveito para dizer que ando noutras gravações que me parecem ser o que de melhor gravei nos últimos anos (como é que uma pessoa pode dizer isso acerca do que ela própria faz? - não sei, mas estou a ser sincero). Para concluir este ponto, posso dizer-vos que ando num plano de produção de discos de outras pessoas que vos vai dar coisas fantásticas (como o próximo do Lipe). Ah, e finalmente: vou ter um programa de rádio durante três meses na Antena 3 que começa já no próximo dia 7 de Janeiro.

Q - Queluz

Não é sobre Queluz mas sobre as minhas amigas do Liceu de Queluz. A Filipa, a Patrícia, a Marta e a Rita. A Marta e a Rita já não encontro há uns anos valentes. Mas este ano, por conta de todos termos chegado aos 40, pensei nestas amigas com saudade. A Filipa e a Patrícia são hoje amigas da Ana Rute, que é a maneira mais eficaz de serem minhas amigas. Quando as conheci, há mais de vinte anos, elas deram a volta à minha cabeça. Tinham estilo, graça, beleza e cultura de um modo que me fazia sentir deslumbrado e burro ao pé delas. E elas sempre me deram uma bola fantástica. Sou um fraco amigo destas minhas amigas, bem sei. Mas lembro-me delas e continuo a tê-las no meu coração.

R - Reforma Protestante

Foram 500 anos e os evangélicos mobilizaram-se. Sejamos sinceros: geralmente gostamos de nos lamentar mas o empenho da comunidade evangélica nesta celebração foi fantástico, indo do nível maior e institucional ao local. O Congresso em Lisboa no início de Novembro passado, por exemplo, foi impressionante.

S - Séries

Pela primeira vez, penso em filmes do ano e só me ocorrem séries. Essencialmente, o meu coração e o da Rute é do The Crown e dos The Americans, mas só foi realmente partido pelo Breaking Bad.

T - Tiago Branco

Amigo, we come such a long way e depois destes anos vales-me como poucos.

U - Ungidos

Usei o U porque o P já foi usado e queria falar de pastores (e ungido é uma espécie de categoria de "super-guerreiro" para pastor"). Sou um pastor e tenho sido muito abençoado pela vida de outros pastores. Obrigado, cunhado do Mississipi! Obrigado, Lopes da Graça! Obrigado, Bueche Lopes! Obrigado, Mário Rui (por investires em tantos e em mim em particular!)! Obrigado, Ornellas! Obrigado, Figueiredo! Obrigado, João Martins! Obrigado, Luís de Matos! Obrigado, Chaveiro e Luvumba! Obrigado a todos no grupo do City To City reunido na Aliança Evangélica! Obrigado, Walter Wood! Obrigado, Martin de Jong! Obrigado, Felipe de Assis! Obrigado, Wilson! Obrigado, Gilson de S. José dos Campos! São muitos e não consigo agradecer a todos.

V - Viagens

Para quem não tem grande coragem para viajar, foram muitas viagens. Num espaço de um ano (e contando ainda com as do fim de 2016) foi: Nova Iorque, Roma, Nova Iorque outra vez, Brasil (S. José, S. Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba), Londres, Praga (incluindo as cidades alemãs de Dresden e Wittenberg!), Swanwick (perto de Birmingham) e Seattle (Federal Way). Vinte e seis voos.

W - William Truax

É especial quando amigos de ecrã passam a ser amigos de abraço.

X - Xutos

Não quero exagerar em leituras simbólicas (e para mim é fácil), mas a morte do Zé Pedro apenas confirma uma coisa que é facto, por difícil que seja admitir. Em Portugal está morto. Nunca esteve muito vivo mas é pena vê-lo enterrado tão fundo.

Y - Yago Martins e Lisa

Yago e Isa: vocês não imaginam o alcance da vossa influência. A Igreja da Lapa e a Família Cavaco são mais abençoadas graças a vocês.

Z - Z-Boys

Os meus rapazes acompanham-me em skatadas. Para já, o Joaquim já consegue equilibrar-se bem em cima do skate. O Caleb ainda prefere a segurança da trotinete. O que interessa é que ainda há uns dias fomos de nossa casa (Oeiras, quase Carcavelos) a Paço de Arcos, sempre a surfar e a remar no asfalto como verdadeiros Z-boys.
Videozinho de Segunda-Feira

Brasil: "Felizes Para Sempre e Outros Equívocos Acerca do Casamento" chegará, se Deus quiser, em 2019!

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, o quarto e último do Advento, chamado "A Humilde Carreira Musical de Maria", pode ser ouvido aqui.

Já viu se há milagres no coração

na prateleira da sua livraria mais próxima?


Videozinho de Segunda-Feira

Breve porque é Natal.

Videozinho de Segunda-Feira

As glórias da popularidade são passageiras.

Ouvir

O terceiro sermão do Advento, chamado "Uma Canção no Meio do Tribunal", pode ser ouvido aqui.

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

O casamento é para morrer e ressuscitar dentro dele (de uma entrevista com 4 anos na RTP).

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Amigos do Porto

Conseguimos uma data! E de entrada livre! Próxima quarta-feira semana conto convosco!


Ouvir

O sermão de Domingo passado, o primeiro do Advento e chamado "Estar perto de Deus na instabilidade", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, dezembro 04, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado (da semana passada), chamado "Não é o bem que fazes mas o mal que suportas", pode ser ouvido aqui.

Videozinho de Segunda-feira (postado na terça)

O Natal está a chegar e um livro de sermões prefaciado por um ateu pode ser uma boa ideia.

quarta-feira, novembro 28, 2018

Têm mesmo de ver este vídeo

Nando Frias, Tomás Frias e Maria Cavaco comigo. Quinta-Feira é amanhã!

segunda-feira, novembro 26, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

Two years ago, in a City To City meeting in Lisboa, I had the chance to speak briefly about being an evangelical christian in Portugal and Europe. It became known as the "It's not that simple, Tim" speech.

sexta-feira, novembro 23, 2018

Não sei porquê mas fico com a ideia de que já vos falei nisto...

Próxima quinta-feira vou celebrar dez anos do disco IV. Como celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem este par: Benjamim e Bettencourt. A coisa está a ficar mesmo séria. Gostava que fizessem parte desta séria festa e por isso conto convosco, eventualmente até já a comprar os bilhetes em https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571


Não sei se já disse

que se aproxima o dia em que vamos celebrar os dez anos do disco IV. Tenho ideia que sim. É daqui a uma semana, gente! Também penso que já disse que, porque celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem este aqui. Nem vos vou falar dele porque senão o texto dá em lágrimas. Insisto, portanto: tratem do assunto comprando os bilhetes antecipadamente aqui: https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571.


quarta-feira, novembro 21, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Ser Perdoado É Perdoar", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, novembro 20, 2018

Aproxima-se o dia em que vamos celebrar os dez anos

desse açaime que rebentou em forma de disco - o IV. Como celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem estes aqui: HMB. Já ouviram falar deles, certo? Então tratem do assunto comprando os bilhetes antecipadamente aqui:

https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571.

Fotografia de Martim Torres.


Videozinho de Segunda-Feira

A história de como duas igrejas se tornaram uma contada em dez minutos.

quarta-feira, novembro 14, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Pedir a Deus o pão de cada dia cura-nos do medo e da ansiedade", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, novembro 13, 2018

Têm de ir ouvir esta maravilha já!

O Tiago Bettencourt deu-me uma grande honra ao participar no disco que sai esta sexta. Este fantástico lyric video foi feito pelo Silas Ferreira.

segunda-feira, novembro 12, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

Com saudades de São Paulo.

sexta-feira, novembro 09, 2018

Make Prayer Great Again!

Os Lisbon Pirates atacam!

quinta-feira, novembro 08, 2018

Daqui a 3 semanas

Há festa para um disco que há 10 anos trouxe alegria a tantos (e daqui a uma semana o disco, esgotado há muito, estará nas lojas e plataformas digitais em versão tripla especial, num objecto mesmo bonito, sobretudo graças ao talento do Silas Ferreira). O bilhete é 8 euros e, com um cartaz deste calibre, não aceito ausências. Bota na agenda e adquire a entrada o quanto antes!


segunda-feira, novembro 05, 2018

O que andei a fazer na Polónia na semana passada


Estive em Cracóvia num encontro do City To City Europe, organização inspirada no ministério do Pastor Tim Keller em Nova Iorque. Ele esteve lá e, imaginem a emoção deste fanboy!, foi-me dada a oportunidade de dirigir um dos dos momentos devocionais. Vejam o vídeo (obrigado ao Bernardo Patrocínio pela leitura bíblica!) e consultem o texto em baixo.


ALTAR CALLING WHILE CRACKING SOME JOKES



Reading of the Word: Acts 26:19-32
We can say that, in the book of Acts, Paul gives us, at least, six good speeches that work as a kind of preaching models. Probably Acts 17, Paul's discourse in Athens, gets all the buzz, maybe because we look at it as a perfect example of cultural contextualization and nowadays we love to express perfect cultural contextualization. We can and should admit that what gets us to City To City meetings has a lot to do with this: for evangelical christians who, in some way, feel the pressure to go beyond the historical stigma of being labelled as fundamentalists or culturally inarticulate, Pr. Tim Keller's example makes us feel we can hear Paul preaching at the Areopagus right now, in the 21st Century. For some of us, hearing Pr. Tim preaching in the internet is the best way to travel to Greece without having to pay for the tickets.
And we should love Paul's preaching when it looks he's right on the money and winning arguments with the culturally sophisticated. But, of course, that's not the whole picture of Paul's sermons.
So, my plan is to share three observations from this other time Paul is giving a speech, a kind of a sermon, completely different from the one in Athens.
First, I want to talk about the way we deal with power and protection when preaching or sharing the gospel.
This last speech we get from Paul, while reading the book of Acts, it's in this legally messy situation where Roman power is, at the same, time imprisioning him and protecting him from the jewish anger that wanted him killed, after the tumultuous episode in the Temple of Jerusalem (in Acts 21). So, this means that right now Paul is preaching the gospel, telling his own personal story, to people that mean both power and protection over him. I want to stress these two aspects of power and protection because I believe that, politically and culturally speaking, we, as european christians, can feel some ambivalence towards the ones who rule over us, in our modern democracies. In this sense, we are not so far away from Paul speaking in Cesarea. In some ways, our modern democracies protect us; but in other ways, they also make us feel under its power, in a not so much positive fashion.
There is something important for us to retain here: we should never expect to get a perfect combination of trust in power and protection as a pre-condition to witness the gospel to our surrounding culture. Paul was in a way protected, but he was also captive of that protection. And what did he do? He preached the gospel. The gospel is to be preached when you feel at home with culture and politics and when you don't.
This is something that we can find even in this auditorium, depending on the place we come from. I am making a broad simplification but it is to light some different cultural-backgrounds that mirror this power/protection principle. For instance, if you come from northern european countries that were influenced by the Protestant Reformation, you can feel weak preaching the gospel whithout the security given by political protection because, at large, protestant christianity helped building your own culture. Now that your country got more secularized, protestants are not used to go against the grain. If you come from southern european countries, that were never influenced by the Protestant Reformation, you tend to preach all the time against cultural and political power because you, as an evangelical christian, were always against the grain, before and after secularization.
So, don't prioritize cultural and political protection so that you can feel safe preaching the gospel, and don't prioritize antagonizing political and cultural power so that you can feel bold preaching the gospel. These are two errors over here: the error of accomodation and the error of unnecessary hostility. Make it more simple and biblical, while understanding your own situation: just preach the gospel, wether you'll feel more protected or more overpowered. We have to do this learning from each other.
Second, I want to talk about the times when it's not the preacher working hard to understand his audience, but the audience working hard to understand the preacher. And how this brings a new balance between citizens' rights and christian preaching.
Contrary to what happens with the speech Paul gives in Athens, now Paul does not go after the culture's interests, addressing, for instance, any relevant subject, like the issue of politheism was for the greeks. Now, Paul faces the Roman Governor Festus, and his special guests, Herod Agrippa, the jewish king, and his sister Bernice. It is not the case that Paul struggles to understand his audience but it is the case that his audience has to struggle to understand him. Mostly, Paul is just defending himself while explaining that the origin of all this mess has to do with what jews always expected from their Scriptures, not losing the occasion to confront his audience’s presumed convictions - he is working at several levels of understanding at the same time - it's an impressive speech! Anyway, at the end of it, from what Festus, Agrippa and Bernice understood, they simply say: “This man is doing nothing to deserve death or imprisonment” (v. 31). That court case got unnecessarily complicated, they think.
And this confusing communication setting should strike us as encouraging: even when christians are fighting for their civil liberties, like Paul was fighting at that moment, the gospel of Jesus Christ should get a way to arrive at the center of your presentation. Even when you are working at the level of your political freedom, you have to do it coming from what Jesus did to you. You have to mess up your civil rights with gospel grace. Paul does not let his innocence get in the way of witnessing Christ and neither should we.
Third and lastly, I want to talk about unexpected results when preaching the gospel.
And this leads to my final comment. You have an uneasy sermon that apparently only gets you some measures of:
a) intellectual scorn, because Festus says Paul is out of his mind talking about celestial visions (v. 24);
b) an ironical refusal to religious conversion, because Agrippa says that Paul wants to make him a christian in such a short period of time (v. 28);
c) and political tolerance, because they all thought Paul was innocent (v. 32).
So, what Paul gets from his sermon is not bad at all, but it still looks very under-achieving by the average missionary standards. Interestingly enough, what we get closer to a final amen is Paul mixing an altar call with a joke, aimed at Agrippa's ironical remark: “Whether short or long, I would to God that not only you but also all who hear me this day might become such as I am—except for these chains” (v. 29). Like, 'I will not give up saying to you that you really should become a christian, without, of course having to be one like I am right now - in jail'.
So I want to invite you to ponder in some of the things the text brought us.
- If you feel drawn to share the gospel to get people on your side, would you consider meditating on the cross of our Lord also as scandal?
- If you feel drawn to share the gospel triggering people’s reaction, would you consider meditating on the cross of our Lord also as an act of mercy?
- If you feel drawn to share the gospel showing how persuasive you can sound, would you consider meditating on the cross of our Lord also as a message largely misunderstood at that time?
- If you feel drawn to share the gospel defending your civil privileges while doing that, would you consider meditating on the cross of our Lord also as a kind of giving up on our natural rights?
- If you feel drawn to share the gospel as long as everything ends up looking in its proper place, would you consider meditating on the cross of our Lord also as a mystery that we live carrying some blessed sense of humor?
I've been trying to live up to this pauline possibility, being an evangelical christian feeling sometimes protected, sometimes overpowered, fighting for my civil and religious rights, while never losing a chance to anchor all my discourse in what Jesus did for me, even if it gets me to preach mixing altar calls with jokes. May God help me and may God help us all.

quarta-feira, outubro 24, 2018

Ouvir

Jesus ensina-nos a orar “venha o teu Reino” para que saibamos que circunstâncias controladas favoravelmente valem menos do que a sua presença, mesmo que em circunstâncias desfavoráveis.

O sermão de Domingo passado, chamado “A tentação de preferir orar para reinarmos sobre as circunstâncias”, de ser ouvido aqui.

Os Piratas de Lisboa

Avisam acerca dos riscos da ira!

segunda-feira, outubro 22, 2018

O que as pessoas

que se consideram progressistas têm sentido nos últimos anos, com tantas surpresas políticas, anda perto do que senti quando entrei na escola, com 6 anos e fé evangélica, e concluí: "o quê, a maioria não acredita no que eu acredito?!" De lá para cá, tentei crescer.
Olha aí

Como foi na quarta-feira passada!

quinta-feira, outubro 18, 2018

Ouvir (e ver!)

O sermão de Domingo passado pode ser ouvido (e visto!) aqui - tem baptismos no final!

quarta-feira, outubro 17, 2018

Faço 41 anos hoje

E é difícil lidar com a demonstração de amor que logo de manhã recebo da minha mulher e dos meus filhos, e que continua ao longo do dia por tantos e bons amigos que Deus me deu. Sou injustamente amado além do que devia e mereço e isto tem um nome teológico: graça. A caminho da igreja vínhamos a ouvir o Leonard Cohen e na canção "Anthem" estão umas linhas que queria partilhar convosco: "Ring the bells that still can ring/ Forget your perfect offering/ There is a crack in everything/ That's how the light gets in." O Cohen, sendo judeu, não era cristão mas percebia perfeitamente a lógica de precisarmos de um sacrifício além de nós mesmos, em forma de corpo, uma vez que todas as nossas tentativas saem rachadas - e é nessa imperfeição que Jesus, a luz da graça divina, entra. Entretanto, acabei de saber que Deus chamou o João Tomaz Parreira à sua presença. O João era meu amigo e dos pouco poetas evangélicos do nosso país. Eu devo-lhe muito, por tantos caminhos que abriu para mim e muitos. Sei que ele também gostaria destas linhas do Cohen. Um abraço forte de consolo a todos na amada Família Parreira.

terça-feira, outubro 16, 2018

Back

The podcast is back and this one's on fire! Here's the thesis: we, evangelical christians, underestimate the Church because we don't love Jesus enough. Go listen, friends!

sexta-feira, outubro 12, 2018

O Henrique Raposo e o João Miguel Tavares

São aqueles amigos que nunca podem faltar quando a Igreja da Lapa se mete em Fins-de-Semanas Cheios. A conversa não precisa de estar planeada para acontecer.

quinta-feira, outubro 11, 2018

Quem é português

E não lê o Observador? Imaginem por isso o privilégio de termos recebido o ano passado o Rui Ramos e o Miguel Pinheiro. Para cristãos que acreditam na predominância da Palavra, é fundamental conhecer os lugares onde vamos buscar as palavras que nos descrevem a actualidade. Se neste ano fazemos uma pausa de organizar o Fim-de-Semana Cheio na Lapa, é porque para o ano queremos isto e mais ainda.

quarta-feira, outubro 10, 2018

Mesmo em ano de pausa

Aos Fins-de-Semana Cheios na Lapa nunca faltou rock'n'roll - Tony Fortuna e Samuel Úria não nos deixam mentir!