terça-feira, janeiro 18, 2022

Na IPP TV


A TV da Igreja Presbiteriana de Pinheiros voltou a ter a generosidade de me convidar para conversar (a partir dos 27 minutos). O assunto era recomeçar.

sábado, janeiro 15, 2022

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O sermão de Domingo passado, chamado "Confusão cura-se com confissão", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

sexta-feira, janeiro 14, 2022

Desta vez não vou dar desculpas

terça-feira, janeiro 11, 2022

Quando a mulher passa de prémio a problema

quarta-feira, janeiro 05, 2022

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O sermão de Domingo passado, chamado "Um ano deslumbrante", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

terça-feira, janeiro 04, 2022

Ter uma vida deslumbrante todos os dias

quinta-feira, dezembro 30, 2021

Estive nas 2 Solas da Lapa

A falar sobre o Kanye West e outras cenas menos espirituais.

sexta-feira, dezembro 24, 2021

Prendinha de Natal

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O sermão de Domingo passado, chamado "Dá o teu rosto ao que restou de mim", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

quarta-feira, dezembro 22, 2021

Se Jesus te dá vida nova por que te manténs na velha?

sexta-feira, dezembro 10, 2021

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O sermão de Domingo passado, chamado "O que é valioso começa com uma voz no vazio", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

Sem arrependimento não há recomeço

sábado, dezembro 04, 2021

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O sermão de Domingo passado, chamado "Os confortos do Natal e as exigências do futuro", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

sexta-feira, dezembro 03, 2021

Romance A Sério

Eu e a Ana Rute num "Romance A Sério" que dá origem à Maria Cavaco. Isto numa canção dos Punhais através de um vídeo do Wesley Ferreira.

quarta-feira, dezembro 01, 2021

Gente perdoada é gente pronta

terça-feira, novembro 23, 2021

The Sadness of Religion VS the Supremacy of Joy


Tive o privilégio de participar num vídeo da Desiring God. Tendo em conta que o assunto é grande (a relação entre tristeza, catolicismo e Portugal) e o filme breve (não chega a dez minutos), satisfaz-me a ênfase clara na alegria. Para quem segue o mistério do Pastor John Piper, não é novidade esse descaramento em lembrar que a alegria é uma parte fundamental do cristianismo—para além de ser um ponto de chegada, é um mandamento!

Também me inspira ouvir o testemunho da Cila. A Lapa é mais rica com ela. E ainda me inspira ter andado nesta aventura com o meu novo amigo, o Giousuè Petrone. É o meu primeiro amigo italiano próximo. Quando temos um amigo italiano próximo sentimos que a nossa vida fica mais elegante. Espero que vejam o vídeo e que, pelo menos, sintam a sua elegância.

quinta-feira, novembro 11, 2021

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O sermão de Domingo passado, chamado "Carinho e clareza", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

segunda-feira, novembro 08, 2021

Um cristão pode mandar alguém para o Inferno? Claro que sim.

quinta-feira, novembro 04, 2021

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O sermão de Domingo passado, chamado "Protestar é o nosso pão", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

segunda-feira, novembro 01, 2021

Estamos a ficar evangélicos demasiado civilizados

sexta-feira, outubro 29, 2021

Toca Xutos

 Tenho um som novo. Chama-se “Toca Xutos” e tem o Héber Marques, o Tiago Bettencourt, os Lacraus e a minha filha mais velha, a Maria Cavaco. Apesar de inevitavelmente homenagear a maior banda de rock de Portugal, os Xutos & Pontapés, o que está em causa é a amizade. É uma canção acerca do milagre de encontrarmos um povo a que pertencemos enquanto tentamos dar a volta por cima.

Para os ouvintes brasileiros, é provável que um título como “Toca Xutos” pareça estranho. Mas “toca Xutos” é uma frase que funciona como um “amém” quando o culto que é um concerto de rock fica quente—se os Xutos & Pontapés são a maior banda de Portugal, sugerir que se toque uma canção deles é fazer de um concerto comunhão. E, numa época em que o rock parece uma religião de velhos, esta canção quer manter viçoso o melhor do passado. O futuro também é isso, afinal.

Bandanas vermelhas e livros do C. S. Lewis: é isso que interessa. Toca Xutos, que o teu povo está aqui!

sexta-feira, outubro 22, 2021

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O sermão de Domingo passado, chamado "As virações da vida", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

terça-feira, outubro 19, 2021

Até termos o rosto de Deus somos o resto do mal que fazemos

sábado, outubro 16, 2021

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O sermão de Domingo passado, chamado "Não te escondas de Deus, esconde-te nele", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

terça-feira, outubro 12, 2021

Para que o teu mal se resolva é preciso mais talento do que o teu

quinta-feira, outubro 07, 2021

Esta Igreja Está Em Obras

 

Participarei na próxima semana da Conferência “Esta Igreja Está Em Obras”, se Deus quiser. Qualquer Igreja está em obras nesse sentido duplo: porque obras são evidência da fé, e porque a Igreja está sempre a ser reformada pelo Espírito Santo. Este evento diz respeito a todos os que acreditam que a fé cristã se revela espectacular e desastrosamente na vida de qualquer Igreja local.

Um dos temperos desta Conferência é que ela quer especialmente tratar da necessidade que Portugal tem de igrejas novas (plantação de igrejas, como dizemos no jargão evangélico) e da necessidade de muitas antigas serem revitalizadas. Como diz outro cliché, talvez este seja o elefante na sala: se muitas das nossas comunidades não atravessarem um período intencional de reforma e renovação, daqui a uns anos já não existem.

Planeio falar a partir do texto bíblico (andaremos de volta das cartas de Paulo a Timóteo) e também a partir da experiência de ter integrado o nascimento de uma nova Igreja, em São Domingos de Benfica há 14 anos, e a revitalização da Igreja da Lapa, a partir de 2012. Integrarei um painel variado e internacional. Será uma bela oportunidade para todos, creio. Corram que ainda se podem inscrever em www.redereformada.org para assistir in loco (em Carcavelos) ou online.


sexta-feira, setembro 24, 2021

Coisas que o jejum ensina

Temos estado a fazer um pequeno jejum às quintas-feiras para na Igreja da Lapa nos dedicarmos mais à evangelização e oração. Sou um fraco jejuador apesar da forte aparência de o ser. Qualquer escanzelado passa por beato quando o assunto é jejum. A minha experiência em jejuar é ténue mas tem-me ensinado algumas coisas.

Ainda ontem o Filipe Sousa partilhava que, estranhamente, o jejum lhe complica o tempo de oração mas que isso o faz orar com mais intensidade e sinceridade. Portanto, o jejum atrapalha-o mas essa atrapalhação faz com que ele precise mais de Deus e se comporte de acordo com essa necessidade.

E isso leva-nos a um paradoxo interessante do jejum. O jejum quebra a normalidade de sermos pessoas alimentadas. Pessoas por alimentar são pessoas sem futuro. Sem comida morremos. Mas a verdade também é que essa normalidade de estarmos alimentados esconde algumas coisas essenciais acerca de nós. Sem comida temos de nos encarar como gente carente, à rasca, condenada. E quando nos descobrimos gente sem futuro procuramos por um que nos mantenha além do mantimento.

Precisamos de comer mas também somos além do que comemos. Quando uma coisa tão essencial como a comida me falta, o que descubro acerca de mim? Esfomeado sou tudo o que existe além do meu apetite saciado—e há muito que existe em mim além da barriga cheia. O paradoxo do jejum passa por descobrir a vida que existe independentemente de estar alimentado. A tradição cristã ensina que há um conhecimento de nós próprios que só existe na fome.

O jejum mostra-nos que um apetite saciado não tem monopólio sobre a nossa identidade. Não é, por isso, por acaso que a oração do Pai Nosso assuma tão frontalmente que somos criaturas absolutamente dependentes do Criador, não só porque as nossas barrigas precisam de se encher, como até o seu enchimento depende dele. Se sentimos mais que precisamos de Deus no jejum, até a ausência de jejum só acontece porque, precisando do Pai, ele nos dá o pão de cada dia. O paradoxo do jejum é assumires-te nele como mais carente de Deus e, consequentemente, assumires que até quando tens a barriga cheia careceste de Deus para que pão te chegasse.

O jejum alerta-nos. Pão pão mesmo só Deus é. Pão da vida. Desta vida aqui que mesmo saciada é uma fome crescente de Deus. Não é à toa que vamos em direcção a um grande banquete na eternidade.

terça-feira, setembro 21, 2021

50 anos

Uma das melhores coisas que me foi dada é ser filho de uma experiência de fidelidade com agora meio século de idade. Parabéns Papá e Mamã! Deus vos abençoe. Eu, a Rute e a Sara agradecemos muito o vosso exemplo.



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O sermão de Domingo passado, chamado "Temos medo de ser realmente livres", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

A liberdade é o que começa quando Deus chega até ti

sexta-feira, setembro 17, 2021

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O sermão de Domingo passado, chamado "Aceita o poder de não poderes tudo", pode ser ouvido aqui (ou no Spotify).

segunda-feira, setembro 13, 2021

Quando a tua liberdade é uma fantasia

sexta-feira, setembro 10, 2021

A pobreza de amar o pobre de hoje

Uma das nossas ignorâncias é tomar o pobre de hoje como o pobre de ontem. O pobre de hoje é uma invenção recente. O pobre de hoje tende a suscitar a nossa simpatia precisamente pelo facto de não ser o pobre de ontem. Fosse o pobre de hoje o pobre de antigamente e ninguém se preocuparia em ajudá-lo. Pelo contrário, promoveriam a maior distância dele.

Antigamente o pobre era a pessoa aparentemente maldita, que apenas era pobre, claro está!, pelo facto de estar a colher o que semeou. Desde que o mundo é mundo que instant karma é uma convicção generalizada. Nas civilizações arcaicas a pobreza era, inevitavelmente, um sinal de algum tipo de castigo, fosse mais ou menos relacionado com a acção divina. Nesta medida, era pobre quem merecia pobre ser. Passar pela maldição de não ter era ter alguma responsabilidade nisso.

O pobre de hoje é uma criatura diferente. O pobre de hoje é uma romantização da ausência da responsabilidade que antes lhe era pedida. O pobre de hoje é fundamentalmente alguém que não tem culpa do pouco que tem porque o pouco que tem tem a ver com fundamentalmente tudo excepto ele (entra a causa sistémica). O pobre de hoje é tão facilmente amado pela razão de não ter quase nada a ver com o pobre de ontem: o pobre de hoje é visto como um inocente na mesmíssima proporção em que o pobre de ontem era visto como um culpado.

Qual é uma das implicações práticas disto nos nossos dias? As pessoas que exprimem amor aos pobres podem não exprimir essencialmente nada além do amor aos inocentes. Nessa medida, amar o pobre, sendo amar o inocente, não acarreta nenhum tipo de empenho especial. Naturalmente amaremos todos os que nos parecem livres de culpa. Um inocente merece-nos condenação? Dificilmente.

Mas o pobre de antigamente era visto como mais próximo da culpa do que da inocência. Pobreza era uma espécie de maldição merecida. Amar os pobres, como o judaísmo e o cristianismo sugerem, era realmente contra-intuitivo porque geralmente não é atraente amar culpados. Daí o impacto das palavras de Jesus no sermão do monte, aqui muito parafraseadas: “amar os nossos, que temos como tão bons como nós? Parabéns! Que tal amar os que nos parecem realmente maus? Pois, bem me parecia que essa era outra conversa…”

O que suscita uma inquietação: quem hoje mais ama o pobre não pode, ironicamente, estar a amar-se fundamentalmente a si mesmo a partir de uma idealização da sua própria inocência que, neste caso, estende ao outro? Se eu pensar que maldito é o rico, amar o rico hoje torna-se a actualização de amar o pobre antigamente. Se amar o pobre no passado corresponder efectivamente a não cultivar a indiferença por alguém que me suscitava algum tipo de justa repugnância, então amar hoje quem mais me repugna poderá corresponder ao valor que estava em causa quando antes se amava um pobre.

Diz-me quem te repugna e dir-te-ei quem é realmente o pobre para ti.

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O sermão de Domingo passado, chamado "Nada vês sem Génesis 3", poder ser ouvido aqui (ou no Spotify).

terça-feira, setembro 07, 2021

Juízos

É assinalável que uma época com dificuldade em acreditar no Juízo Final viva em tantos outros tão consecutivos.