terça-feira, fevereiro 19, 2019

Ouvir

Amas o que fazes? Jesus não está necessariamente a dizer que amar o serviço que temos se exprime em prazer constante mas, pelo menos, devemos conceber que há um nível prolongado de acreditarmos no que fazemos, mesmo que com custos pessoais. Assim sendo, se não amas o que fazes, devias começar a amar o que fazes, caso estejas com a atitude errada no trabalho certo; ou devias começar a fazer o que amas, caso estejas até com a atitude certa no trabalho errado. Na fé cristã a responsabilidade não joga contra o coração mas devem integrar-se.

O sermão de Domingo passado pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, fevereiro 15, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Se a ideia de que todos somos filhos de Deus pode ter uma origem bem intencionada, talvez nos deixe, contraditoriamente, mais longe de experimentar mesmo um amor fraterno vindo de Deus, sobretudo nas circunstâncias difíceis. O ponto é este: se não reconhecermos Jesus como o Filho de Deus, sendo ele também Deus, a nossa relação com Deus vai depender das nossas opiniões e não da própria intervenção de Jesus no assunto. Há uma diferença entre acharmos que somos todos filhos de Deus porque sim, e acreditarmos que somos filhos de Deus porque Jesus tornou essa adopção um facto. Entre mim e Jesus, acho que a maior credibilidade está do lado dele.

Onde a nossa opinião é o essencial não é nada improvável que, em cenários mais complicados, sejamos tentados a pensar que, bem vistas as coisas, mais do que Pai, Deus é castigador. Se, no entanto, Jesus for a bússola para aquilo em que cremos, os cenários complicados são interpretados a partir da sua própria experiência - se no mais aterrador que Cristo viveu, não deixou de tratar Deus como Pai, a mesma esperança podemos acalentar. Deus é Pai até na dificuldade (haverá quem prefira dizer que é sobretudo na dificuldade que temos essa certeza).

Este vídeo ilustra isso.

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Ouvir

Se os olhos bons são explicados no contexto do nosso deslumbramento com o mundo, então a bondade que podemos ter neles só pode estar baseada noutra coisa que não o que o mundo nos mostra e nos encanta: a bondade dos nossos olhos tem de estar em Deus. Ter olhos bons é depender de Deus para realmente ver este mundo.

O sermão de Domingo passado, chamado "Ter olhos bons num mundo mau", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Domingo passado, ao pregar sobre o Sermão do Monte, lembrei que Jesus tanto nos avisa contra o mal dentro de nós, como contra o mal fora de nós. Nessa altura ocorreu-me uma ilustração talvez um pouco disparatada.

Por muito folclórica e primitiva que nos pareça a crença por trás das macumbas brasileiras que agora chegam às praias portuguesas, devíamos estar gratos: a feitiçaria tropical pode despertar muitos para a realidade de uma maldade espiritual além de nós, mas à qual podemos dar poder na nossa vida. Creio que é mais ingénuo pensar que tudo o que de mal existe no mundo se resume à soma das partes humanas.

Cristo salva-nos do nosso bem insuficiente, do nosso mal, do mal dos outros, de tudo o que pode ser bem intencionado mas não chega para resolver o assunto de uma vez por todas. Sou grato por um Salvador muito mais eficaz do que julgo, que me salva até dos perigos que estão além da minha capacidade de acreditar neles.

Nesse sentido, obrigado por agitarem espalhafatosamente o nosso cepticismo cínico europeu, macumbeiros brasileiros!

[As imagens usadas são retiradas do lendário filme/documentário de Benjamin Christensen, "Häxan", de 1922.]

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Há Milagres no Coração

Amanhã às 19h na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Apareçam que a entrada é livre!


terça-feira, fevereiro 05, 2019

Ouvir

Jesus não quer que os seus discípulos não tenham o critério mínimo de nem sequer entenderem as qualidades existentes em tesouros deste mundo. Jesus não quer os seus discípulos desinteressados das riquezas, mas interessados nas riquezas realmente ricas, que são as que continuarão a ser valiosas no Céu. Logo, ser abençoadamente interesseiro nesta vida, acumulando tesouros no Céu, implica uma satisfação, que vai continuar a ser explicada nos textos seguintes do Sermão do Monte, que é a de nesta vida já vivermos como filhos de Deus – nenhuma outra satisfação se pode comparar.

O sermão de Domingo passado, chamado "Viver para a traça e para a ferrugem", pode ser ouvido aqui.

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Agenda da FlorCaveira

O que vos posso dizer é que em breve vai sair um disco que tive o privilégio de produzir executivamente (uma mariquice de expressão, eu sei, mas necessária para distinguir do produtor no terreno que foi o Martim Torres) da cara mais bonita que o rock português conheceu nas últimas décadas. Se não acreditam, vejam o vídeo. Sim, o Lipe dos Pontos é o Tom Petty português, por isso aguardem um disco em que o que precisa de ser dito é dito sem rodeios e com muito rock. Este primeiro single começa mais lento mas a velocidade vai aumentar. Fiquem sintonizados!

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Quando dizes que acreditas em Jesus, a pessoa que mais vai colocar isso em causa é ele mesmo. Não és tu, não são outros nem é o Diabo. Jesus é quem testa aqueles que dizem que estão do lado dele. De certo modo, vai parecer que Jesus é quem mais está contra tu quereres segui-lo.

Jesus não anda a carimbar passaportes de peregrinos mas a verificar se eles estão mesmo prontos para a viagem. Por isso, Cristo no Sermão do Monte indica que uma das maneiras de falsificar fé em Deus se vê precisamente nas coisas boas que fazemos. Precisamos de ser perdoados pelo mal que fazemos e pelo bem que queremos fazer - somos criaturas realmente carentes de um Salvador.

O Sermão do Monte é pólvora porque nos testa. Jesus aponta para o nosso coração. Já fizeste o teste do Sermão do Monte?

Este vídeo ilustra isso.

quarta-feira, janeiro 30, 2019

Ouvir

Não há uma única igreja particular na Bíblia que seja apresentada sem que sejam apresentados também os seus problemas. Logo, se tivermos expectativas em relação a uma igreja que ela não mostre problemas, então o que está a construir as nossas expectativas não é de modo algum a Palavra de Deus. Quando as Escrituras estão abertas, sabemos que uma igreja boa não se vê na ausência do mal, mas no modo como luta contra ele.

O sermão de Domingo passado pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, janeiro 25, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Houve reacções interessantes ao vídeo da semana passada, acerca de colocar a Palavra no coração. Vale a pena prosseguir na tarefa e abraçar o desafio também em casa. A devoção de Domingo deve ser a devoção de todos os dias.

Foi graças à insistência e fidelidade do Teotónio Cavaco, nosso tio e pastor em 2007, que começámos a testar o culto doméstico. Foi, desde o início, um exercício de humildade e muita paciência (e uma dose importante de aceitação do ridículo). Mas compensa. O que é que na vida, sendo de qualidade, não exige tempo e confiança?

A minha mulher, a Ana Rute, é, entre muitas coisas, uma verdadeira documentarista. Por causa da lente atenta dela, temos um manancial familiar videográfico de mais de uma década. Imaginem portanto a riqueza em cine-verité. Pesquei alguns momentos para vos encorajar nesta tarefa de todos da casa em todos dias serem chamados a louvar Cristo. Afinal, é para isso que fomos criados.

Espero que este vídeo vos ajude.

quarta-feira, janeiro 23, 2019

Ouvir

Corre o risco de te desclassificarem no campeonato da bondade fazendo o que é certo parecendo que fazes o errado. Se os outros se querem mostrar heróis, não tenhas medo de parecer o bandido. De certo modo, podemos dizer que Jesus está a ensinar-nos a suspeitar mais dos bons do que dos maus. Afinal, não há maior desilusão do que uma traição, de vir o mal de alguém que julgávamos estar a fazer o bem. É preferível sermos surpreendidos por quem julgávamos estar mal e, contra todas as expectativas, nos mostra que estava a fazer o bem.

Sei que corro algum risco com esta ilustração, mas o cidadão do Reino de Jesus aprende alguma coisa com os mafiosos, neste caso, fazendo o que é certo, desde que pareça um acidente (“but make it look like an accident”).

O sermão de Domingo passado pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Uma das coisas mais chatas numa Igreja é a vontade de não ser chato. Isto lembra uma frase de Eugéne Ionesco: "querermos ser do nosso tempo é estar, já, ultrapassado". O pior que pode acontecer a uma Igreja é ela abandonar o evangelho de Cristo, óbvio!, mas querer ser emocionante pode ser um passo para a apostasia.

A memorização e a recitação tresandam a naftalina para os viciados em modas, mas, forçando aqui uma dicotomia, prefiro uma palavra que se entranha do que uma cabeça à volta com cada novidade.

Agora imaginem a graça que é uma Igreja que aceita o desafio de colocar no coração doze versículos contendo as bem-aventuranças. Pode não dar uma explosão imediata, mas que o Espírito Santo vai atear uma fogueira duradoira, podem crer que vai!

Este videozinho ilustra isso.

quarta-feira, janeiro 16, 2019

Ouvir

O sermão de Domingo passado, pregado pelo Filipe Sousa e chamado "Fugir não é cobardia, fugir é coragem", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, janeiro 11, 2019

Videozinho de Sexta-Feira

Na semana passada o Miguel Sousa Tavares escreveu uma coisa muito triste no Expresso: "a fé evangélica - esse embuste religioso inventado à medida de um país [Brasil] com largas camadas da população semianalfabeta." Não vou comentar porque a ignorância que o MST revela acerca da fé evangélica e do Brasil confirma Provérbios 26:4: "Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele" (espero que o MST saiba o que é o Velho Testamento).

Mas refiro esta tristeza a propósito de um complexo de inferioridade com que muitos evangélicos crescem, de quererem a todo o custo ultrapassar este estigma de ignorância. Já num texto, "Os evangélicos são os pretos do cristianismo", expus que é precisamente por parecermos intelectualmente leprosos que podemos falar com a liberdade de quem não precisa de cair nas graças do mundo. Deus nos preserve assim, impopulares.

Isto a pretexto deste passeio antigo pela TVI, em que, junto com o meu amigo João Miguel Tavares, conversei com a Cristina Ferreira - a powerhouse feminina cá da terrinha. Ela ainda não cumpriu a promessa de visitar a Igreja da Lapa. Mas eu continuo a acreditar em promessas.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Já adquiriu este livro?




















O paradoxo: quem traz as maiores misérias, saca os maiores milagres.
Ouvir

Se hesitas quando alguém te pergunta: “o que mais te tenta?”, é óbvio que és um cristão imaturo. O mínimo que se espera de alguém que tem em si a assistência do Espírito Santo, quando passa por tentações, é que procure ser o melhor especialista acerca do seu próprio pecado. No entanto, muitos de nós profissionalizamo-nos num discurso de auto-defesa e auto-promoção que é o verdadeiro negócio do Diabo, porque é assim que nós caímos no que ele nos sugere. Um cristão maduro não hesita em reconhecer as lições que tem trazido das suas tentações - é aí que ele se especializa, não nas supostas virtudes que tem.

O sermão de Domingo passado, chamado "As virtudes que julgas ter são os vícios que não admites", pode ser ouvido aqui.

sexta-feira, janeiro 04, 2019

Videozinho de Sexta-Feira [em 2019 é à sexta!]

Se Deus existir e, na sua perfeição, conseguir arranjar maneira de lidar com a nossa falta dela (como acredito que acontece através da morte e ressurreição de Jesus), então temos boas razões para acreditar no poder da oração.

Muitas vezes a oração é encarada numa lógica não muito distante do feitiço: alguma coisa que se diz para alguma coisa se ter. Mas talvez a oração seja um pouco o contrário: se usamos palavras como um meio, também é para que a palavra seja o próprio fim. Isto porque na fé cristã a palavra é o poder com que Deus criou o mundo, a palavra é um poder que é ao mesmo tempo o próprio Deus ("o Verbo era Deus"), e a palavra fez-se homem em Jesus. A palavra é usada como meio, na oração, para que a oração nos devolva à própria palavra que é Cristo. A palavra implica um ciclo completo.

Logo, a oração é o produto e o processo. Quando oramos, somos orados. Orar é ir até Deus e orar é Deus vir até nós. Para quem quiser uma vida tranquila, sem os sobressaltos resultantes de Deus vir até nós, não se meta com a oração: é zona de perigo mesmo.

O videozinho ilustra isto.

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Ter Casa e Companhia numa Canção Para Cristo", pode ser ouvido aqui.

segunda-feira, dezembro 31, 2018

O Abc de 2017 (!) da Voz do Deserto

Uma coisa que Deus me ensinou em 2018: preciso de mais tempo para fazer seja o que for. Logo, e apesar de esta lista já estar feita há um ano, só agora chega aqui. Até que ponto é que temos aqui um conceito interessante - esperar um ano até que algumas coisas que pensamos que devem ser ditas sejam ditas mesmo?




















A - Ana Rute

O meu amor pela minha mulher continua a crescer. Chegámos aos quarenta anos.

B - Brasil

Neste ano ganhei uma espécie de dupla cidadania emocional. Já não consigo viver sem o Brasil.

C - Casa

Nunca tive tantas casas como em 2017. Foram muitas as pessoas que me receberam como família. Os Ferreiras em S. José dos Campos, os Reggianis em São Paulo, os Guedelhas em Fortaleza, os Krokers em Curitiba, os Catarinos em Londres, os Bustrums em Kelso, os Barfields em Federal Way, os Duartes no Silveiro, e tantos outros. O mundo é a minha casa graças a esta gente.   

D - Discos

- "A Deeper Understanding" de The War On Drugs
- "Damn" de Kendrick Lamar
- "A Crow Looked at Me" de Mount Eerie
- "Common as Light and Love Are Red Valleys of Blood" de Sun Kil Moon
- "Big Bad Luv" de John Moreland
- "Goths" de Mountain Goats
- "The Visitor" de Neil Young
- "Troublemaker" dos Rancid
- "Worthy" de Beautiful Eulogy
- Homónimo de Luís Severo
- "Viva Fúria" de Manuel Fúria e os Náufragos

E - Examen

No geral, reajo contra a onda de um cristão evangélico fazer buffet de práticas religiosas que são estranhas à sua tradição. Estou a ler um livro escrito por um evangélico e ele recomenda esse tipo de self-service de tradições romanas e ortodoxas orientais e é insuportável. Uma tradição faz parte de um corpo mais abrangente, não se arranca assim sem mais nem menos para colorir aburguesadamente a vida devocional de um cristão evangélico do Século XXI. Tendo dito isto, devo ainda assim reconhecer a vantagem de conhecermos estas tradições e aprendermos, na medida do possível, com elas. O exercício do Examen, de Inácio de Loyola tornou-se útil para mim e para a Ana Rute, depois de termos sabido mais sobre ele a partir do livro "You Are What You Love" do James K. A. Smith, que estudámos no tempo de aconselhamento familiar da igreja.

F - Filhos

Há tanta coisa que gostaria de tomar nota acerca dos meus filhos e que não consigo. Por exemplo, no ano passado (2016) tive um texto no meu coração acerca da magia que era ouvir o Caleb ler as primeiras frases - magia pura (não o consegui escrever - estou cheio de textos no meu coração que não consigo escrever). Apreciei isso no quarto filho como não consegui apreciar nos outros três. Como os judeus sabiam das Escrituras, aprender a ler é a verdadeira maturidade. Os meus filhos são uma enorme alegria para mim.

G - Grandeza

Há uma grandeza nas pessoas que nos amam e nos acompanham que é uma verdadeira manifestação de que Cristo está connosco. Provavelmente em nenhum outro ano senti tanto o cuidados dos outros como em 2017. Da minha mulher, dos meus filhos, dos meus amigos, da minha Igreja, dos pastores que a servem comigo.

H - Hip-hop xunga

Em 2017 descobri que o que a miudagem quer é hip-hop xunga. E a coisa revolucionária é que o hip-hop xunga se tornou a verdadeira música independente, ao mesmo tempo que se tornou a música mais popular. Ou seja, as velhas categorias foram dissolvidas: longe vão os tempos em que um músico dependia de algum tipo de reconhecimento por outras pessoas na chamada indústria musical para, a partir daí, tentar conquistar os ouvintes. O hip-hop xunga não precisa de qualquer legitimidade se não a da sua popularidade directa junto dos miúdos. Faz-se uma canção, uploada-se para o YouTube, manda-se as editoras, as rádios e a crítica para o raio que as parta, e siga. Como era de esperar, as editoras, as rádios e a crítica ainda tentam fazer parar o tempo, numa mistura de sindicalismo retrógrado que em Portugal confirma que somos um povo virado para o passado. O hip-hop xunga que anda aí a rebentar não é especialmente cativante a nível estético. Mas que traz uma espécie de revolução, traz.

I - Igreja

Amo a Igreja universal e amo a minha Igreja local. Foi um ano exigente, com as palavras mais severas que disse em dez anos de ministério pastoral. Mas foi também o ano mais produtivo. Ainda agora, há poucos dias no recital de Natal, e diante do serviço excelente de tantos, eu perguntava-me: "que igreja é esta?" E Deus respondia-me em silêncio: "é a de Jesus Cristo, Tiago, não a tua".

J - Jesus

Acho que fiquei demasiado melodramático em 2017. Por isso, sejam pacientes. O que tenho a dizer sobre Jesus é que, num momento especialmente difícil para mim, a minha oração foi para que sentisse a presença de Jesus comigo - sentir mesmo que naquele lugar e naquela hora Jesus estava ao meu lado. O que posso dizer é que tudo aquilo que no momento me fazia sentir mal continuou a fazer-me sentir mal - Deus não me respondeu à oração acabando com o meu sofrimento. Mas de um modo que nunca tinha sentido antes, senti-me a sofrer acompanhado por Jesus. Eu continuei mesmo à rasca mas Jesus estava comigo. Isso fez-me amá-lo mais. Hoje quando penso em Jesus lembro-me daquela hora e o sofrimento dela torna-se uma consolação.

K - Krokers

A mesa da família Kroker, a mesa da família Kroker. Um desejo cumprido e um desejo por cumprir. Estive lá mas a minha presença não significou que estivesse lá grande coisa - ficar doente numa casa que desejámos visitar é uma prova. Sou muito agradecido pela família Kroker, que também é a minha. Por outro lado, o Frederico e a Ana, amigos no Porto, chegaram-se à frente para que pudesse vir directo e mais cedo para Portugal - obrigado a vocês, queridos amigos!

L - Livros

Editados este ano:
- "The Benedict Option" de Rod Dreher
- "Ajudar a Cair" de Djaimilia Pereira de Almeida
- "Hoje Estarás Comigo no Paraíso" de Bruno Vieira Amaral

M - Mãos

Em 2017 foram-me dadas mãos de amigos que me ajudam no meu trabalho. Foram muitas mãos mesmo. Do presbitério e diaconia da Igreja da Lapa (Ricardo Oliveira, Filipe Sousa, Mark Bustrum, Sérgio e Fernanda Silva, Tiago e Eunice Ferreira, Manuel e Mariana Ferreira); do Pedro Martins e da Letras D'Ouro; de todo o pessoal da Vida Nova, minha editora literária no Brasil (Sérgio Moura, Celso Mastromouro, Jonathan Silveira, entre outros); do Seminário Martin Bucer (Tiago Santos); do Pedro Valente, meu agente musical; do Rui Portulez e do Francisco Vasconcelos da Valentim de Carvalho; e do Francisco José Viegas e da Quetzal. 

N - Nuno e Sara

Minha irmã Sara e meu cunhado Nuno: não cheguei a arranjar palavras para vos agradecer o tempo na República Checa. Continuo a não ser capaz de o fazer decentemente. Tendo em conta a dimensão da gratidão, provavelmente só nos novos céus e na nova terra terei o vocabulário eficaz.

O - Oceano

Fui ao oceano 107 vezes durante 2017. Dá uma média de um mergulho por cada 3,4 dias. Desde que ganhei este hábito, nunca fui tão pouco. Para isto contribuiu uma gripe do final do ano passado que me fez tossir durante mais de dois meses, o dengue que trouxe do Brasil, mais viagens do que o costume que me tiraram do mar português, entre outros aspectos. Para compensar, vi pela primeira vez o Oceano Pacífico - quando cheguei a casa da Vivian e do Jeff em Federal Way, perto de Seattle. É uma verdadeira beleza.

P - Punk Rock

Foi um ano de punk rock, com dois discos editados ("Arame Farpado no Paraíso" e "O Velho Arsenal dos Lacraus"). Sou grato ao Marcelo Costa, Bruno Capelas e ao site Scream & Yell pela parceria que tornou o segundo disco praticamente só ouvido por brasileiros. Como nos últimos anos parece ter-se tornado a regra, os meus discos regressam ao subterrâneo que lhes é natural. São pouco ouvidos e isso começa a tornar-se mais pacífico para mim (caramba, fiz quarenta anos e tenho de crescer). Deus tem-me retirado algum ressentimento e começa a pacificar-me com a ideia de fazer música para poucos. Sinto-me inspirado pelo Mark Kozelek que dropa discos ininterruptamente, focado sobretudo nas palavras. Acho que quero ser uma espécie de Mark Kozelek à portuguesa. Por outro lado, e graças à amizade do Jacinto Lucas Pires, foi-me dada a graça de ver um disco ressuscitado para um concerto humilde que pede por mais ressurreição futura (o "Bairro Janeiro"). Já agora, aproveito para dizer que ando noutras gravações que me parecem ser o que de melhor gravei nos últimos anos (como é que uma pessoa pode dizer isso acerca do que ela própria faz? - não sei, mas estou a ser sincero). Para concluir este ponto, posso dizer-vos que ando num plano de produção de discos de outras pessoas que vos vai dar coisas fantásticas (como o próximo do Lipe). Ah, e finalmente: vou ter um programa de rádio durante três meses na Antena 3 que começa já no próximo dia 7 de Janeiro.

Q - Queluz

Não é sobre Queluz mas sobre as minhas amigas do Liceu de Queluz. A Filipa, a Patrícia, a Marta e a Rita. A Marta e a Rita já não encontro há uns anos valentes. Mas este ano, por conta de todos termos chegado aos 40, pensei nestas amigas com saudade. A Filipa e a Patrícia são hoje amigas da Ana Rute, que é a maneira mais eficaz de serem minhas amigas. Quando as conheci, há mais de vinte anos, elas deram a volta à minha cabeça. Tinham estilo, graça, beleza e cultura de um modo que me fazia sentir deslumbrado e burro ao pé delas. E elas sempre me deram uma bola fantástica. Sou um fraco amigo destas minhas amigas, bem sei. Mas lembro-me delas e continuo a tê-las no meu coração.

R - Reforma Protestante

Foram 500 anos e os evangélicos mobilizaram-se. Sejamos sinceros: geralmente gostamos de nos lamentar mas o empenho da comunidade evangélica nesta celebração foi fantástico, indo do nível maior e institucional ao local. O Congresso em Lisboa no início de Novembro passado, por exemplo, foi impressionante.

S - Séries

Pela primeira vez, penso em filmes do ano e só me ocorrem séries. Essencialmente, o meu coração e o da Rute é do The Crown e dos The Americans, mas só foi realmente partido pelo Breaking Bad.

T - Tiago Branco

Amigo, we come such a long way e depois destes anos vales-me como poucos.

U - Ungidos

Usei o U porque o P já foi usado e queria falar de pastores (e ungido é uma espécie de categoria de "super-guerreiro" para pastor"). Sou um pastor e tenho sido muito abençoado pela vida de outros pastores. Obrigado, cunhado do Mississipi! Obrigado, Lopes da Graça! Obrigado, Bueche Lopes! Obrigado, Mário Rui (por investires em tantos e em mim em particular!)! Obrigado, Ornellas! Obrigado, Figueiredo! Obrigado, João Martins! Obrigado, Luís de Matos! Obrigado, Chaveiro e Luvumba! Obrigado a todos no grupo do City To City reunido na Aliança Evangélica! Obrigado, Walter Wood! Obrigado, Martin de Jong! Obrigado, Felipe de Assis! Obrigado, Wilson! Obrigado, Gilson de S. José dos Campos! São muitos e não consigo agradecer a todos.

V - Viagens

Para quem não tem grande coragem para viajar, foram muitas viagens. Num espaço de um ano (e contando ainda com as do fim de 2016) foi: Nova Iorque, Roma, Nova Iorque outra vez, Brasil (S. José, S. Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba), Londres, Praga (incluindo as cidades alemãs de Dresden e Wittenberg!), Swanwick (perto de Birmingham) e Seattle (Federal Way). Vinte e seis voos.

W - William Truax

É especial quando amigos de ecrã passam a ser amigos de abraço.

X - Xutos

Não quero exagerar em leituras simbólicas (e para mim é fácil), mas a morte do Zé Pedro apenas confirma uma coisa que é facto, por difícil que seja admitir. Em Portugal está morto. Nunca esteve muito vivo mas é pena vê-lo enterrado tão fundo.

Y - Yago Martins e Lisa

Yago e Isa: vocês não imaginam o alcance da vossa influência. A Igreja da Lapa e a Família Cavaco são mais abençoadas graças a vocês.

Z - Z-Boys

Os meus rapazes acompanham-me em skatadas. Para já, o Joaquim já consegue equilibrar-se bem em cima do skate. O Caleb ainda prefere a segurança da trotinete. O que interessa é que ainda há uns dias fomos de nossa casa (Oeiras, quase Carcavelos) a Paço de Arcos, sempre a surfar e a remar no asfalto como verdadeiros Z-boys.
Videozinho de Segunda-Feira

Brasil: "Felizes Para Sempre e Outros Equívocos Acerca do Casamento" chegará, se Deus quiser, em 2019!

quinta-feira, dezembro 27, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, o quarto e último do Advento, chamado "A Humilde Carreira Musical de Maria", pode ser ouvido aqui.

Já viu se há milagres no coração

na prateleira da sua livraria mais próxima?


Videozinho de Segunda-Feira

Breve porque é Natal.

Videozinho de Segunda-Feira

As glórias da popularidade são passageiras.

Ouvir

O terceiro sermão do Advento, chamado "Uma Canção no Meio do Tribunal", pode ser ouvido aqui.

segunda-feira, dezembro 10, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

O casamento é para morrer e ressuscitar dentro dele (de uma entrevista com 4 anos na RTP).

quinta-feira, dezembro 06, 2018

Amigos do Porto

Conseguimos uma data! E de entrada livre! Próxima quarta-feira semana conto convosco!


Ouvir

O sermão de Domingo passado, o primeiro do Advento e chamado "Estar perto de Deus na instabilidade", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, dezembro 04, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado (da semana passada), chamado "Não é o bem que fazes mas o mal que suportas", pode ser ouvido aqui.

Videozinho de Segunda-feira (postado na terça)

O Natal está a chegar e um livro de sermões prefaciado por um ateu pode ser uma boa ideia.

quarta-feira, novembro 28, 2018

Têm mesmo de ver este vídeo

Nando Frias, Tomás Frias e Maria Cavaco comigo. Quinta-Feira é amanhã!

segunda-feira, novembro 26, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

Two years ago, in a City To City meeting in Lisboa, I had the chance to speak briefly about being an evangelical christian in Portugal and Europe. It became known as the "It's not that simple, Tim" speech.

sexta-feira, novembro 23, 2018

Não sei porquê mas fico com a ideia de que já vos falei nisto...

Próxima quinta-feira vou celebrar dez anos do disco IV. Como celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem este par: Benjamim e Bettencourt. A coisa está a ficar mesmo séria. Gostava que fizessem parte desta séria festa e por isso conto convosco, eventualmente até já a comprar os bilhetes em https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571


Não sei se já disse

que se aproxima o dia em que vamos celebrar os dez anos do disco IV. Tenho ideia que sim. É daqui a uma semana, gente! Também penso que já disse que, porque celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem este aqui. Nem vos vou falar dele porque senão o texto dá em lágrimas. Insisto, portanto: tratem do assunto comprando os bilhetes antecipadamente aqui: https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571.


quarta-feira, novembro 21, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Ser Perdoado É Perdoar", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, novembro 20, 2018

Aproxima-se o dia em que vamos celebrar os dez anos

desse açaime que rebentou em forma de disco - o IV. Como celebrações são coisas para levar muito a sério, ando cercado de músicos muito sérios para que a festa seja inesquecível. Olhem estes aqui: HMB. Já ouviram falar deles, certo? Então tratem do assunto comprando os bilhetes antecipadamente aqui:

https://ticketline.sapo.pt/evento/celebracao-de-10-anos-do-iv-de-tiago-guillu-38571.

Fotografia de Martim Torres.


Videozinho de Segunda-Feira

A história de como duas igrejas se tornaram uma contada em dez minutos.

quarta-feira, novembro 14, 2018

Ouvir

O sermão de Domingo passado, chamado "Pedir a Deus o pão de cada dia cura-nos do medo e da ansiedade", pode ser ouvido aqui.

terça-feira, novembro 13, 2018

Têm de ir ouvir esta maravilha já!

O Tiago Bettencourt deu-me uma grande honra ao participar no disco que sai esta sexta. Este fantástico lyric video foi feito pelo Silas Ferreira.

segunda-feira, novembro 12, 2018

Videozinho de Segunda-Feira

Com saudades de São Paulo.